
A escalada de tensões no Estreito de Ormuz ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (4/5), após declarações duras do almirante Ali Akbar Ahmadian, representante do líder da Revolução no Conselho de Defesa da República Islâmica do Irã (IRGC).
“Os piratas marítimos americanos devem saber que operações complexas, combinadas e assimétricas em profundidade no campo de batalha irão alterar as equações de tal forma que o custo de suas decisões ultrapassará o limite de tolerância”, escreveu.
Escalada em Ormuz
- As declarações ocorrem em meio à intensificação das tensões no Estreito de Ormuz – principal rota estratégica do comércio global de petróleo – onde navios militares e comerciais têm sido alvo de incidentes, bloqueios e confrontos nos últimos meses.
- O major-general Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, afirmou que embarcações que atravessarem o estreito sem coordenação com Teerã poderão ser atacadas.
- Em paralelo, a Marinha iraniana declarou ter realizado disparos de advertência contra destróieres dos Estados Unidos na região.
- O Pentágono, no entanto, negou que qualquer embarcação norte-americana tenha sido atingida.
- Os Emirados Árabes Unidos também acusaram o Irã de atacar um petroleiro da estatal ADNOC com drones, classificando o episódio como um ataque deliberado contra a navegação comercial.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, ainda alertou os Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos contra o envolvimento em um “atoleiro”, afirmando que os recentes acontecimentos em Ormuz mostram que “não há solução militar para uma crise política”.
O chanceler iraniano criticou o plano norte-americano “Projeto Liberdade”, que visa escoltar navios mercantes no estreito, afirmando que a iniciativa seria, na prática, um “Projeto Impasse”.
Trump também afirmou que forças norte-americanas destruíram sete pequenas embarcações iranianas durante operações recentes no estreito, intensificando o confronto direto entre as duas forças.
A crise ocorre em meio a um cenário de versões contraditórias sobre incidentes no estreito. Enquanto os EUA afirmam que navios comerciais atravessaram a região com apoio militar, autoridades iranianas negam e contestam as informações divulgadas por Washington.
Fonte: Metrópoles, 04/05/2026




