
Em um encontro que durou aproximadamente 10 minutos, no Palácio do Planalto, os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), entregaram ao presidente Jair Bolsonaro o convite para a solenidade de posse dos dois no comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fachin presidirá a Corte até agosto, quando Moraes assumirá o posto. Junto com Luís Roberto Barroso, atual presidente do TSE, Moraes é um dos ministros do Supremo a quem Bolsonaro mais atacou durante o mandato.
Moraes é o relator de algumas investigações no STF que têm como alvo o chefe do Executivo nacional. Uma delas apura a divulgação de notícias falsas a respeito de vacinas e outra é relativa à disseminação de ataques ao sistema eleitoral a partir de suspeitas infundadas sobre as urnas eletrônicas.
Há cerca de duas semanas, Bolsonaro descumpriu ordem judicial de Moraes, que havia determinado o depoimento presencial do presidente à Polícia Federal em outro caso, referente à divulgação de documentos sigilosos sobre um ataque hacker ao TSE.
Moraes ainda conduz o inquérito das fake news, que investiga empresários e políticos bolsonaristas pela formação de uma rede que dissemina informações falsas com ataques à democracia e às instituições.
Nos últimos anos, o chefe do Palácio do Planalto participou de atos antidemocráticos que pediam o fechamento do STF e questionou, sem apresentar provas, a segurança das urnas.
Fonte: Atarde, 07/02/2022



