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Zé Ronaldo se defende de acusações sobre suposto desvio milionário

O candidato à prefeitura de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União Brasil), se defendeu, na manhã desta quinta-feira, 26, das acusações de um suposto desvio milionário de recursos da saúde do município.

Segundo o ex-prefeito, apesar de ter sido chamado pelo Ministério Público estadual, o seu nome não se encontrava na investigação como um dos principais beneficiados de um suposto esquema de superfaturamento em contratos com a Secretaria de Saúde.

“Em nenhum momento foi feita uma acusação naquela operação, que não tinha nada contra Zé Ronaldo e eu já estava fora da prefeitura”, disse, durante sabatina ao A TARDE Eleições.

Mesmo afirmando que não estava envolvido nas investigações, Zé Ronaldo se contradisse e citou que foi acusado em alguns processos que foram arquivados.

Os processos que estavam sendo conduzidos pela Justiça Estadual passaram para Justiça Federal, mas algumas ações já foram arquivadas. “Foram consideradas improcedentes e foram arquivadas.”

“O juiz já deu um parecer dizendo que no quesito licitação pública, que acusava Zé Ronaldo, ele já está inocentado neste quesito”, afirmou.

O Ministério Público Federal (MPF) que tornou réu o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, em ação que apura o desvio. A denúncia é um desdobramento da operação “Pityocampa” que apura um esquema fraudulento de licitações e superfaturamento de contratos celebrados pela Coofsaúde (Cooperativa de Trabalho) com a Prefeitura de Feira de Santana.

Segundo a denúncia do MPF, a Coofsaúde recebeu cerca de R$ 285,6 milhões do Fundo Municipal de Saúde e da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, entre os anos de 2009 e 2018, e R$ 71,6 milhões deste montante teria sido superfaturado.

A denúncia do MPF também envolve a ex-secretária de Saúde do município, Denise Mascarenhas; o ex-Procurador Geral, Cleudson Almeida; Antônio Rosa de Assis e José Gil Ramos Lima da Penha, ambos servidores municipais.

Investigação

Entre as provas levadas em conta pela apuração do MPF estão um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Estadual (MPE), que teve o mesmo objeto de investigação, e a emissão de notas técnicas da Controladoria Geral da União (CGU).

Na fase inicial da investigação, o ex-prefeito José Ronaldo teve contra ele o bloqueio de bens, por ordem judicial, no montante de R$ 23.990.288,81. Mais tarde, a decisão foi revertida e os bens desbloqueados.

Fonte: Atarde, 26/09/2024
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