
Diante dos erros dos institutos de pesquisa contratados pela imprensa tradicional, resolvi prestar mais atenção no que diz o instituto que, subestimado pelo noticiário, mais acertou ao mostrar que Flávio Bolsonaro estava à frente de Lula na reta final do primeiro turno.
O que mostra a pesquisa divulgada nessa terça-feira por esse instituto? Uma vantagem nos votos válidos de 53% a 47% para o filho de Jair Bolsonaro.
Dá para dizer que a Gerp é inconfiável? Não, a julgar pelo resultado do primeiro turno. Dá para dizer que a Gerp repetirá o acerto, enquanto os demais institutos incorrerão nos mesmos erros ao fornecer o chamado “retrato do momento” de quase vinte dias atrás? Também não.
A Quaest aponta que dobrou o número de indecisos no resultado espontâneo: eles seriam agora 14%. A minha impressão é que, diante da campanha do medo do PT, pode ter crescido a quantidade de eleitores entre temerosos e envergonhados de declarar voto em Flávio. Talvez a Gerp tenha conseguido alcançar uma amostragem menos suscetível à patrulha ideológica. A ver.



