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Pedreiro viaja mais de 2 mil km e descobre que mulher foi gerada por IA: “Eu vim em busca de uma felicidade”

Um pedreiro de 49 anos saiu de Imperatriz, no Maranhão, e percorreu cerca de 2.100 quilômetros até Belo Horizonte, em Minas Gerais, para conhecer uma mulher com quem conversava pelas redes sociais. Ao chegar à capital mineira, no domingo (11), Edimar Rocha Martins descobriu que a suposta pretendente, que se apresentava como Jéssica Oliveira, era uma personagem criada por inteligência artificial (IA).

Pedreiro viaja mais de 2 mil km para encontrar mulher na internet e descobre que ela foi criada por IA

Divorciado, Edimar contou que conheceu o perfil da mulher nas redes sociais e passou a conversar com ela, acreditando que os dois poderiam construir uma vida juntos. O homem saiu de sua cidade na esperança de encontrar o amor da vida dele, segundo ele.

 

 

De acordo com Edimar, a mulher demonstrava interesse em recebê-lo e prometia custear despesas para que os dois pudessem ficar juntos, por isso ele não desconfiou ser um golpe do amor. Em mensagens e vídeos, a personagem dizia que poderia pagar a passagem, buscá-lo e oferecer uma vida confortável.

“Eu vim em busca de uma felicidade, né? Eu tenho 49 anos, sou divorciado”, relatou o pedreiro ao g1.

Pedreiro procurou mulher pelas ruas de Belo Horizonte

O pedreiro deixou Imperatriz na sexta-feira (9) e chegou à capital mineira no domingo (11). Ao desembarcar, tentou localizar em vários locais a suposta companheira, mas sem sucesso. Sem saber onde ela morava, o homem mostrou fotografias da personagem a pessoas nas ruas e perguntou se alguém a conhecia. Ninguém reconheceu a mulher.

Eu já andei com várias fotos, mostrando e perguntando se alguém conhecia essa pessoa e todos falaram que não. Então, eu me senti enganado”, afirmou.

Foi após essas tentativas frustradas que ele percebeu que a mulher das imagens não existia e que o perfil utilizava conteúdo produzido por inteligência artificial.

Prefeitura ajudou homem a retornar

Edimar procurou assistência em Belo Horizonte após não ter sucesso na desilusão amorosa. A prefeitura ofereceu atendimento, alimentação e acesso a banho, além de orientações sobre os riscos de golpes praticados pela internet.

A equipe de assistência social ainda providenciou uma passagem para Augustinópolis, no Tocantins, estado de origem do pedreiro. O pedreiro deixou Belo Horizonte na terça-feira (13).

O caso chama a atenção para o perigo do uso de inteligência artificial na criação de personagens realistas e para os riscos das pessoas sem instrução confiar em perfis virtuais sem confirmar a identidade de quem está do outro lado da conversa.

 

 

 

 

 

 

Fonte: por Samuel de Jesus/Bnews,

Publicado em 14/10/2026, às 07h36 – Atualizado às 10h00

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