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Corte Especial do STJ mantém afastamento de investigados na Operação Faroeste por mais 1 ano

Em decisão unânime proferida nesta quarta-feira (4), a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) referendou a proposta do ministro Og Fernandes para prorrogar, por mais 12 meses, o afastamento cautelar de magistrados e servidores envolvidos na Ação Penal 940. A ação penal é a primeira oriunda da Operação Faroeste, que investiga um esquema de venda de sentenças e grilagem de terras no oeste baiano.

A Questão de Ordem apresentada pelo relator foi decidida de forma célere, uma vez que não houve destaques ou divergências entre os ministros do colegiado.

Complexidade do caso

Ao proferir seu voto, o ministro Og Fernandes destacou que a manutenção do afastamento não deve ser lida como uma “antecipação de pena”, mas como uma ferramenta indispensável de resguardo processual.

O entendimento da Corte Especial é que o retorno dos envolvidos aos cargos e funções públicas poderia comprometer a instrução criminal e representar um risco de reiteração das práticas delitivas que deram origem à investigação.

Os réus

Apesar do ministro não citar nominalmente os réus afetados por esta decisão específica, a APN 940 inclui autoridades do Judiciário baiano que já estavam afastadas desde as fases iniciais da operação, como a ex-presidente Maria do Socorro Barreto Santiago e a juíza Marivalda Moutinho.

Próximos Passos

Com a renovação do afastamento, os investigados permanecem impedidos de acessar as dependências do TJBA e de exercer qualquer atividade jurisdicional ou administrativa até o início de 2027, salvo se houver nova deliberação ou o encerramento do julgamento do mérito antes deste período.

 

 

 

 

 

 

Fonte: por Claudia Cardozo/Bnews,

Publicado em 04/02/2026, às 15h35 – Atualizado às 15h38

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