
Quase um ano após o crime, o marido da adolescente Hyara Flor Santos Alves, de 14 anos, segue foragido. O adolescente de 16 anos foi apontado como principal suspeito após o perfil genético dele ter sido identificado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) na arma do crime.
A Polícia Civil confirmou que as investigações sobre o caso da morte da adolescente foram concluídas e o inquérito policial já foi remetido ao Ministério Público. O crime foi tratado como ato infracional análogo ao feminicídio. Como resultado da apuração da Polícia Civil, há um mandado de busca e apreensão em desfavor do jovem – que ainda não foi localizado.
Com o caso completando um ano no sábado (6), o pai de Hyara, Iago Santos, lamenta que ainda não houve justiça para a filha. “Está sendo muito difícil e doloroso ver a pessoa que matou a minha filha vivendo como se não tivesse feito nada. São três meses tentando contato com Ministério Público e não estou tendo retorno”, afirma. Ele denuncia que, apesar de foragido, o ex-marido da filha é ativo nas redes sociais.
Iago Santos
Pai de Hyara
O Ministério Pública da Bahia (MP-BA) foi procurado para informar sobre o andamento do caso, mas não retornou até a última atualização da matéria.
A reportagem também procurou o escritório de advogados que representa o adolescente suspeito e aguarda posicionamento para inclusão.
Hyara Flor foi morta em julho de 2023 em Guaratinga, no sul da Bahia. O marido da vítima, de 14 anos na época, é o principal suspeito. Ele foi apreendido em 26 de julho, no Espírito Santo, e solto no dia 14 de agosto, após o cunhado de 9 anos da adolescente assumir a autoria do disparo.
O tiro que matou Hyara atingiu o queixo dela. O delegado da Polícia Civil Robson Andrade, responsável pela investigação do caso, explicou que a criança de 9 anos, apontada na época como autora dos disparos, teria saído da residência na hora do crime e dito ao pai que disparou contra a adolescente.
Em contrapartida, o laudo do perito Eduardo LIanos, profissional de São Paulo, com 30 anos de experiência na área, concluiu que o tiro não pode ter sido disparado por uma criança de 9 anos. Essa versão foi confirmada.
Segundo a família de Hyara, o crime foi cometido por vingança após um relacionamento extraconjugal entre a mãe do adolescente e o tio da vítima.
Correio/BA, 04/07/2024



