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Trump retira EUA da Unesco pela segunda vez e diz que agência promove ‘agenda ideológica’

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (22) sua nova retirada da Unesco, repetindo um movimento já feito pelo ex-presidente Donald Trump durante seu primeiro mandato, em 2018. Segundo o Departamento de Estado, a decisão está alinhada com os interesses da política externa do atual governo e se deve ao que foi chamado de “agenda ideológica” da agência cultural da ONU.

Após a saída promovida por Trump em 2018, o país havia retornado à Unesco em julho de 2023, por decisão do presidente Joe Biden. Agora, com o republicano de volta à Casa Branca, os EUA retomam uma postura crítica a organizações multilaterais, ampliando seu distanciamento de entidades da ONU. A decisão inclui ainda uma revisão da participação americana em outras agências, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a agência de assistência aos palestinos, a UNRWA, com conclusões previstas para agosto.

A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, lamentou o anúncio, mas disse que ele já era esperado. “Lamento profundamente a decisão do presidente Donald Trump de, mais uma vez, retirar os Estados Unidos da América da Unesco. (…) Por mais lamentável que seja, esse anúncio já era esperado, e a Unesco se preparou para isso”, declarou. A saída americana será efetivada em dezembro de 2026.

Os Estados Unidos já haviam deixado a Unesco no passado, em 1984, sob a presidência de Ronald Reagan, alegando má gestão e viés antiamericano. O país só retornou à agência em 2003, durante o governo George W. Bush, que na época reconheceu mudanças estruturais na entidade.

 

 

 

 

 

Correio/BA, 22/07/2025

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