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Trump afirma que Irã pode ser ‘tomado em uma única noite’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 6, que o Irã poderia ser tomado em uma única noite e que “essa noite pode ser amanhã à noite”.

Aos repórteres, o republicano ainda considerou um grande passo a proposta de paz enviado pelo Irã ao Paquistão, visando interromper o conflito no Oriente Médio. Trump, no entanto, ainda assim considerou a iniciativa insuficiente para pôr fim às tensões na região.

Segundo a agência de notícias oficial Irna, a contraproposta do Irã detalha 10 itens, rejeitando um cessar-fogo temporário e enfatizando a “necessidade de um fim definitivo” do conflito. Teerã também exige um protocolo para a passagem segura de navios no crucial Estreito de Ormuz, bem como ressarcimentos pelos danos sofridos e a revogação de todas as sanções impostas ao país.

Em coletiva de imprensa em Washington, o presidente Donald Trump reiterou que, embora seja “um passo significativo”, a contraproposta iraniana “ainda não é o bastante”. O mandatário americano afirmou que “a guerra pode acabar rapidamente se eles fizerem algumas coisas”, sinalizando que espera mais concessões de Teerã.

Qual a posição iraniana?

Mais cedo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, havia categorizado a proposta original de 15 pontos do governo Trump como “não aceitável de nenhuma maneira”. Segundo Baghaei, as negociações de paz seriam “incompatíveis com ultimatos e ameaças de cometer crimes de guerra”, refletindo a postura firme de Teerã.

Ameaças e ultimatos persistem

No último domingo (5), Donald Trump havia dado um ultimato ao Irã, afirmando que o país teria até esta terça-feira (7) para “abrir o estreito”.

Essa declaração veio dias após o presidente ter minimizado a necessidade americana do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o escoamento de petróleo e gás do Golfo Pérsico. Trump alertou que, caso Teerã não ceda, as forças americanas estariam preparadas para atacar pontes e usinas de energia no país. O contexto dessas declarações ressalta a complexidade e a volatilidade das relações diplomáticas na região.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: ISTOÉ, 06/04/2026

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