
A derrota de virada do Bahia para o Cruzeiro, por 2 a 1, no último sábado (9), pela Série A do Campeonato Brasileiro, na Arena Fonte Nova, aumentou ainda mais a pressão sobre o técnico Rogério Ceni. Nas redes sociais, torcedores do Tricolor de Aço demonstraram forte insatisfação com o momento vivido pela equipe e chegaram a pedir a saída do treinador.
Entre os comentários publicados após o resultado, parte da torcida criticou a repetição das estratégias adotadas por Ceni e questionou a continuidade do trabalho. O Esquadrão de Aço não vence há cinco jogos, quando bateu o Mirassol, por 2 a 1, pela 11ª rodada da Série A.
“Ele acabou de definir a insanidade, quer resultados diferentes, mas todo jogo faz a mesma coisa?!”, comentou outro torcedor.
“Tomara que tome 6 e Rogério Ceni vá embora”, afirmou mais uma.
“Ceni tá parecendo a política nacional de combate ao tráfico de drogas. Repete a mesma estratégia e quer resultado diferente”, disparou outro.
O Bahia atravessa um período de instabilidade na temporada, mesmo com campanha no início do Campeonato Brasileiro, onde figura na sexta posição, e da conquista do título estadual, a eliminação precoce na Copa Libertadores da América e a goleada sofrida diante do Remo no Brasileirão e a derrota contra o próprio clube do Norte no jogo de ida da Copa do Brasil ampliaram a cobrança da torcida.
Organizadas sobem o tom contra diretoria e comissão técnica
A pressão também ganhou força entre as torcidas organizadas do clube. A Ultras Direto do Hospício (Ultras DDH) publicou um longo comunicado direcionado à diretoria do Bahia e ao Grupo City, responsável pela SAF do clube. Na publicação, a organizada afirmou que o momento de “zona de conforto” acabou e cobrou mais transparência da gestão liderada por Cadu Santoro.
Quem não vestir a camisa e acha que o Bahia é apenas uma vitrine ou trampolim para projeção na carreira, que peça para ir embora agora”, escreveu a torcida em trecho da nota.
A organizada também reforçou que o Bahia “não pode ser tratado como time cobaia” dentro do modelo do Grupo City e pediu mais comprometimento dos profissionais envolvidos no projeto esportivo.
Outra torcida organizada que se manifestou foi a Bamor, a maior do clube tricolor. Em nota divulgada nas redes sociais, o grupo afirmou que “a paciência da torcida acabou” e classificou os resultados recentes como “vexames inadmissíveis”. Segundo a organizada, o trabalho de Rogério Ceni estaria desgastado e sem evolução.
Chegamos ao limite. Não existe mais justificativa para a permanência de um trabalho desgastado, previsível e incapaz de entregar evolução”, publicou a Bamor.
Vai ser demitido?
Se eu temo pela continuidade no cargo? Eu não posso me preocupar com isso, essa é uma questão que tem que ser feita para a direção. Eu tento todos os dias fazer o meu melhor”, afirmou o treinador.
O comandante tricolor também reconheceu o impacto emocional vivido pelo elenco neste momento da temporada: “Acho que, tecnicamente, há uma queda nesse momento e, emocionalmente, realmente pesa e é visível para todos. Nós precisamos fazer algo diferente para virar a chave”, completou.
Fonte: Bnews, 11/05/2026



