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Ex-pipoqueiro, juiz atacou colegas após festa surpresa: “Não vão me comprar com pão”

O acórdão que resultou no não vitaliciamento e posterior demissão do juiz substituto Robson José dos Santos (foto em destaque) revela episódios descritos por testemunhas como incompatíveis com a postura esperada de um magistrado, de acordo com o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO).

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Robson José dos Santos
Robson José dos Santos

O clima, porém, mudou após o encerramento da confraternização. De acordo com depoimentos colhidos no processo, depois que os demais servidores deixaram a sala, o magistrado fechou a porta do gabinete e fez um comentário que causou desconforto em uma servidora que ainda permanecia no local.

“Eles estão achando que vão me comprar com pão”, teria dito o juiz, conforme reproduzido no acórdão.

Outra servidora ouvida no processo confirmou o episódio e relatou que os funcionários se mobilizaram para recebê-lo porque acreditavam que ele representaria alguém “próximo do povo” e acessível aos colegas.

O acórdão também menciona que testemunhas descreviam oscilações constantes de humor. Em alguns momentos, o juiz utilizaria termos afetuosos com integrantes da equipe, como “meu amor”, “meu bem”, além de enviar emojis de coração em mensagens. Em outros, segundo os depoimentos, adotaria postura ríspida e humilhante.

O tribunal ainda reuniu depoimentos sobre visitas realizadas por ele a unidades prisionais usando bermuda e camiseta, numa tentativa, segundo testemunhas, de “parecer um deles”, enquanto nas audiências mantinha postura formal, sempre de terno e gravata.

Ao analisar o conjunto de provas, o Tribunal Pleno Administrativo concluiu que havia indícios de comportamento incompatível com os deveres éticos da magistratura, citando relatos de descortesia, humilhações, falta de urbanidade e episódios considerados inadequados para o exercício da função judicial.

A coluna entrou em contato com a defesa do ex-juiz, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

 

 

 

 

 

 

 atualizado 

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