
O padre afastado sob a acusação de ter estuprado uma adolescente em Serra Negra (SP) é Sidney Wilson Basaglia, 50 anos. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (6/5) pela Diocese de Amparo, onde, até então, ele atuava como vigário-geral da diocese e cura da Catedral Nossa Senhora do Amparo. A vítima era coroinha na paróquia onde Sidney atuava.
Ele também exercia a função de “cura de almas” da Catedral Nossa Senhora do Amparo, cargo ligado aos cuidados espirituais e pastorais dos fiéis. Poucos meses depois, em 15 de fevereiro de 2003, Sidney Basaglia foi ordenado padre na mesma paróquia.
“Esse afastamento, no entanto, não implica qualquer prejuízo ao pleno exercício de ordens e não diminui ou prejudica a presunção de inocência, que decorre também da decisão proferida na investigação canônica”, explica.
- Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o padre construiu uma relação de confiança com a adolescente ao dar presentes, fazer convites frequentes para jantares e participar de atividades fora do ambiente familiar;
- A promotoria afirma que o religioso teria usado a posição de autoridade na Igreja para manipular a vítima e criar um vínculo de dependência emocional;
- De acordo com a investigação, os atos libidinosos teriam ocorrido de forma reiterada em ambientes privados, como na própria paróquia e na casa de familiares;
- Ainda segundo o MPSP, a sentença destacou que as condutas eram praticadas de forma velada, com estratégias para evitar suspeitas e dificultar reações da vítima;
- O padre Sidney Wilson Basaglia foi condenado, em primeira instância, a seis anos de prisão em regime semiaberto.
“A Diocese permanece firme no compromisso com a verdade, a justiça, a proteção da dignidade humana e a observância das normas canônicas, mantendo a comunidade informada de forma responsável quando houver necessidade e justificativa.”
Por fim, a nota da entidade faz um pedido de oração. “Unidos, pedimos orações por todos os envolvidos, contando sempre com o amparo de nossa Mãe, Virgem Maria.” Assinam a nota o bispo diocesano Dom Luís Gonzaga Fechio e o vigário-geral, padre Luciano Luiz A. Querido.
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