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Daniel Vorcaro aparece como ‘sócio oculto’ da Forbes Brasil em documentos da CVM

A Forbes Brasil colocou em funcionamento, em fevereiro de 2026, um projeto de rádio em São Paulo que vinha sendo desenvolvido em caráter experimental havia cerca de um ano. A nova operação foi estruturada em um momento em que a empresa responsável pela marca no país passou a ser questionada por uma relação ainda não explicada com o fundo Eagle Eye Investments, citado em investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o caso Master.

As informações são do Times Brasil | CNBC.

A marca Forbes é licenciada no Brasil pela FRBS Participações, controlada pelos empresários Antonio e Katarina Camarotti. Documentos registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mostram que as ações da empresa aparecem como principal ativo do Eagle Eye Investments.
Print da CVM detalhando investimento do grupo Forbes
Reprodução

 

Segundo os registros, o fundo declarou à CVM possuir R$ 113,7 milhões em ações da FRBS, correspondentes a 225.349 papéis e à totalidade do capital social da empresa. Até o ano passado, esses ativos representavam mais de 90% do patrimônio líquido do fundo.

Relação com fundo investigado

O Eagle Eye Investments integra a estrutura conhecida como Astralo 95, apontada pela Polícia Federal como parte do núcleo de fundos investigados no caso Master.

O fundo era administrado pela Reag Investimentos, que também entrou no radar das autoridades em outra investigação. A empresa foi alvo da Operação Carbono Oculto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), e acabou liquidada pelo Banco Central em janeiro deste ano.

A declaração, porém, não fazia referência aos documentos registrados na CVM que relacionam as ações da FRBS ao Eagle Eye Investments.

 

Projeto de rádio

Foi nesse contexto que a Forbes Brasil colocou no ar, em fevereiro deste ano, a programação experimental de uma rádio em São Paulo. A operação teve custo milionário e foi planejada para funcionar durante aproximadamente 12 meses.

O projeto ampliou a atuação da marca no mercado brasileiro para além da revista e das plataformas digitais, em um período no qual a estrutura societária da empresa passou a ser alvo de questionamentos.

A FRBS Participações foi procurada pelo Times Brasil | CNBC para explicar a relação registrada nos documentos da CVM e os investimentos realizados na nova operação de rádio, mas não havia respondido até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.

 

 

 

Fonte: por Antonio Dilson Neto/Bnews,

Publicado em 13/08/2026, às 14h07 – Atualizado às 14h17

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