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Advogado de Ederlan volta a defender que carta foi escrita por criança

A advogada de defesa da família de Sara Mariano, Sarah Barros, informou que esteve presente quando a criança entregou um pacote com algumas cartas ao advogado de Ederlan Mariano, Otto Lopes. A quantidade de cartas e o teor dos documentos não foram detalhados.

De acordo com a advogada, ela não teve acesso a detalhes sobre os escritos, como a quantidade e quando foram entregues a Ederlan. Ao chegar no escritório, a menina abriu a bolsa, entregou os papéis a Lopes e disse apenas: “trouxe mais cartas”, segundo Barros.

A filha de Sara e Ederlan Mariano prestou depoimento especial na Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca), nesta terça-feira. Ela estava acompanhada da família paterna. A avó materna não estava presente e a tia, irmã de Sara, voltou para Fortaleza para cuidar do filho pequeno. Sarah Barros explica que o depoimento segue em sigilo por envolver uma pessoa menor de idade, mas que a gravação será enviada para o delegado principal do caso.

Na última sexta-feira (17), um laudo de um perito grafotécnico particular contratado pela família materna apontou que a menina foi coagida a escrever uma das cartas enviadas ao pai. Segundo a advogada da família de Sara, o profissional em questão também está listado entre os peritos do Tribunal de Justiça, ou seja, aqueles que podem ser arrolados em processos que demandam um perito. No entanto, o advogado Otto Lopes afirmou que os documentos teriam sido escritos pela a criança.

“Ela sempre conviveu com os avós paternos. Até onde tenho ciência os avós paternos não são investigados por nenhum tipo de crime e o direito é deles. Inicialmente, o magistrado definiu um convívio compartilhado. Mesmo sem citação ou intimação, nós nos manifestamos no processo, colocando a criança à disposição, para que o juiz determinasse o que fosse feito. Tudo o que falamos, está documentado. O processo tramita em segredo de Justiça.”

O advogado Otto Lopes teve contatos esporádicos com a criança – os encontros aconteceram quando os avós paternos estiveram no escritório. Segundo o advogado, ele não teve nenhuma conversa “aprofundada” sobre os fatos. “Eu não tenho essa capacidade técnica de colher depoimento especial de criança. Por conta disso, solicitamos ao delegado de polícia e ao magistrado da parte cível de Salvador que ela fosse ouvida em delegacia”, afirmou.

A Polícia Civil foi procurada para dar um posicionamento com relação ao depoimento da filha de Sara e Ederlan. Em resposta, a instituição disse que por ora não há atualização a ser divulgada.

 

 

 

 

 

Correio/BA, 21/11/2023

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