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Bilionários do Brasil perdem R$ 61 bilhões após reeleição de Lula

A reação imediata do mercado financeiro aos desdobramentos eleitorais e às incertezas sobre a condução da política fiscal no país provocou fortes oscilações no patrimônio dos maiores empresários do Brasil. O grupo dos dez maiores bilionários do país acumulou um saldo negativo conjunto de US$ 11,42 bilhões (cerca de R$ 61 bilhões) nos pregões subsequentes à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo levantamento baseado em dados do Bloomberg Billionaires Index (indicador que acompanha em tempo real a riqueza das pessoas mais ricas do planeta).

No momento de maior movimentação durante as negociações do primeiro pregão após o pleito, a perda teórica do grupo chegou a se aproximar da casa dos US$ 15 bilhões (aproximadamente R$ 80 bilhões), configurando a maior desvalorização diária desde o início da série histórica do índice da agência, em 2012.

A queda não ocorreu de forma homogênea, ela afetou os empresários cujos patrimônios são lastreados em empresas de capital aberto e que dependem fortemente do cenário macroeconômico doméstico, como juros futuros e consumo interno.

O maior impacto individual foi sentido pelo banqueiro André Esteves, principal acionista do BTG Pactual. O seu patrimônio registrou oscilação entre US$ 3,6 bilhões e US$ 4,4 bilhões (cerca de R$ 19,3 bilhões a R$ 23,7 bilhões), puxado pela liquidação de papéis de instituições financeiras e bancos de investimento.

A exceção ficou por conta de Jorge Paulo Lemann, principal acionista da Anheuser-Busch InBev (AB InBev/Ambev). O investidor viu seu patrimônio registrar uma ligeira alta de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão). Analistas do mercado explicam que Lemann pode não ter sido afetado pela queda por causa da internacionalização dos seus ativos e porque os setores de cerveja e alimentos industrializados são menos vulneráveis a períodos de volatilidade financeira do que setores bancários.

Confira a lista completa de quanto cada bilionário perdeu ou ganhou:

Jorge Moll e família: Perderam cerca de R$ 13,9 bilhões. Fundadores e controladores da Rede D’Or São Luiz.

Fernando Moreira Salles: Perdeu por volta de R$ 7,5 bilhões. Co-controlador do Itaú Unibanco e da mineradora CBMM.

Eduardo Saverin: Perdeu quase R$ 6,4 bilhões. Cofundador do Facebook (Meta) e investidor de tecnologia.

Carlos Alberto Sicupira: Perdeu em torno de R$ 3,5 bilhões. Sócio da 3G Capital (AB InBev, Kraft Heinz e Lojas Americanas).

João Moreira Salles: Perdeu cerca de R$ 2,2 bilhões. Acionista do Itaú Unibanco e da CBMM.

Marcel Telles: Perdeu próximo de R$ 535 milhões. Sócio da 3G Capital e da AB InBev.

 

 

 

 

 

 

Fonte: por Gabriel Dinis/Bnews,

Publicado em 29/10/2026, às 12h50 – Atualizado às 15h04

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