
O custo da limpeza urbana no Brasil está prestes a entrar em uma nova realidade contábil. A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que fixa o piso salarial nacional da categoria em R$ 3 mil, estabelecendo um novo patamar de gastos obrigatórios para o setor.

O custo da proteção e a regra indenizatória
Para equilibrar a conta entre o aumento da remuneração e o peso dos encargos, o projeto define que os benefícios extras (cesta básica e saúde) não serão incorporados ao salário. Essa manobra jurídica garante que as empresas e municípios ofereçam a assistência sem inflar a base de cálculo de tributos.
Articulação política e padronização
A proposta agora entra na fase decisiva no Senado Federal. Se os senadores darem o aval sem alterações, a lei padroniza a remuneração da limpeza urbana de norte a sul, eliminando as disparidades regionais que hoje marcam a profissão.
O movimento é visto como uma forma de combater a precarização, mas também coloca pressão sobre os orçamentos municipais, que terão de ajustar seus contratos de concessão para absorver os novos custos operacionais e garantir a manutenção do serviço essencial sem interrupções.
Fonte: por Matheus Marques/Correio da Bahia,



