
O tenente-coronel Mauro Cid vai admitir à Polícia Federal que vendeu um relógio Rolex avaliado em cerca de R$ 300 mil por ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“[Cid] efetuou a venda do relógio nos EUA, daí ia trazer para cá o resultado. Ele era assessor do chefe. Fez isso e procurou entregar para quem o determinou que fosse feito a venda”, completou o advogado.
Confusão de versões
Desde que assumiu a defesa na última quarta, 16, o advogado Cezar Bittencourt deu declarações confusas e divergentes sobre os próximos passos de Mauro Cid no caso das joias.
Em entrevista à GloboNews, o advogado declarou que Cid era um assessor que cumpria ordens do chefe. “Ordem ilegal, militar cumpre também”.
À GloboNews, mais tarde, ele disse que o caso não se trata de joias, mas somente de um relógio da marca Rolex. Além disso, Cid disse que não se trataria de uma confissão, mas “esclarecimentos” a serem feitos aos investigadores.
Em nova entrevista ao Estadão, publicada no domingo, 20, o advogado disse que dará “20, 30 versões” e que “pode dizer o que quiser”.
Atarde, 21/08/2023



