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Com quase 5.500 casos ativos de covid-19, Bahia retoma patamar de agosto, diz Sesab

A Bahia alcançou 5.493 casos ativos de covid-19, o mesmo patamar registrado no início de agosto do ano passado, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). A última vez em que este indicador esteve mais alto foi no dia 1º de agosto de 2021, com 5.568 casos ativos.

O número de casos ativos no estado subiu 188% em uma semana. Na última terça-feira, 4, eram 1.905 casos ativos da doença. Diante da explosão no contágio após as festas de final de ano, o governo do Estado anunciou na última segunda-feira, 10, que eventos e shows só poderão ser realizados com a capacidade máxima de 50% dos espaços, respeitando o limite de até 3 mil pessoas. A medida vale também para estádios, teatros e cinemas.

Nesta terça, 11, o governador Rui Costa afirmou que, caso a quantidade de pessoas contaminadas siga crescendo, adotará “uma maior restrição, até mesmo proibição para qualquer tipo de evento, e isso poderá incluir as festas privadas no período do Carnaval”.

Se o número atual de casos ativos de covid remete ao início de agosto, a quantidade de leitos de UTI ocupados agora é menos da metade da registrada na época. De acordo com boletim da Sesab, eram 724 leitos de UTI adulto ocupados no dia 1º de agosto, de um total de 1.388. Atualmente, são 320 leitos deste tipo em uso, de 535 existentes.

“O que a gente tem visto é um aumento expressivo dos casos de covid, porém sem uma necessidade maior de internamento em leitos de Unidade de Terapia Intensiva e maiores complicações. Isso está associado possivelmente a uma menor gravidade da ômicron – que é mais contagiosa, porém teoricamente menos agressiva – e também por conta da vacinação, extremamente importante para prevenir as formas graves”, aponta o infectologista Robson Reis.

Para o médico, as ações tomadas pelo governo precisam ter como prioridade preservar vidas, mas também devem levar em consideração outros aspectos. “Diante do contexto epidemiológico atual da covid-19 e também do aumento de casos de pacientes com influenza, toda medida que venha a ser adotada para diminuir ou minimizar os riscos de transmissão entre as pessoas acaba sendo bem-vinda. O problema é que essas medidas vão ter que ser balizadas sempre também de acordo com os prejuízos que elas podem vir a ocasionar, tanto econômicos como sociais. Principalmente em setores que foram tão prejudicados nesse período, como o turismo, o setor de eventos e cultura. Então, é importante tentar balizar isso. Mas lógico que o mais importante são as vidas”, completa.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Atarde, 11/01/2022

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