
A Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra ao concluir que ainda existe risco concreto de repetição de crimes financeiros atribuídos a uma organização ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão, assinada no último dia 21, foi disponibilizada nos autos nesta quinta-feira (27/8).
“O branqueamento de capitais, a movimentação de contas eletrônicas, o comando de empresas e a transferência de ativos são condutas eminentemente telemáticas”, afirmou.
Para o magistrado, Deolane ocupa posição de destaque no núcleo financeiro de uma organização ligada ao PCC e teria participado de uma engrenagem que movimentou mais de R$ 140 milhões. A decisão menciona empresas de fachada, fintechs e valores sem origem ou destino identificados.
Outro ponto usado para justificar a manutenção da prisão foi um documento apreendido na casa da influenciadora, datado de maio deste ano. Segundo a Justiça, o material previa uma reorganização empresarial que incluía uma sociedade administrada por fundo sediado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
O juiz também manteve as preventivas dos demais réus e reiterou as ordens de captura contra dois acusados que permanecem foragidos. A defesa de Deolane nega as acusações e sustentou que os valores investigados têm origem lícita, inclusive em honorários advocatícios.
Em nota, a defesa de Marco Willians Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, reafirmou a decisão judicial que mantém seus clientes presos.
O advogado Bruno Ferullo, ainda na nota, acrescentou respeitar a decisão, mas, manter o entendimento de que a prisão preventiva “não se mostra necessária”, nesse caso, e que “adotará as medidas recursais cabíveis para buscar a reforma da decisão”.



