BAHIANOTÍCIASPOLÍTICA

DNIT Bahia aplica milhões em bases eleitorais de “padrinho” do diretor

Depois de assinar ordem de serviço de R$ 2,8 milhões para asfaltar o entorno do distrito de Caldas do Jorro em tempo recorde, com entrega prevista para antes da festa antecipada de São João, o prefeito da cidade de Tucano, Ricardo Maia Filho (MDB), tem mais motivos para comemorar.

Isso porque o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes na Bahia (DNIT-BA), autarquia federal vinculada ao Ministério dos Transportes, anunciou a abertura de uma licitação para manutenção do trecho da BR-116 que liga o município de Tucano com a cidade de Feira de Santana.

A licitação foi dividida em dois lotes: o lote 1 contempla o trecho entre o distrito de Bedengó, em Canudos, e o município Tucano, com a execução dos serviços de manutenção rodoviária no segmento km 155,20 ao km 277,10 e tem valor estimado de R$ 95,9 milhões.

O lote 2, por outro lado, visa o trecho entre Tucano e Feira de Santana, passando pelo município de Araci. O valor estimado da obra é de R$ 77,6 milhões.

O parlamentar emedebista ainda tem em vista a prefeitura de Araci, que também será beneficiada pela obra. Seu irmão, o empresário Zelito Maia (MDB), se prepara para ser candidato no município. Ele também pasou a ser investigado pelo Ministério Público Eleitoral.

O deputado Ricardo Maia chegou a ser apontado recentemente como “o novo Coronel da Bahia”, em publicação da Revista IstoÉ. Debutante na Câmara dos Deputados, o parlamentar baiano é suspeito de comandar uma oligarquia de contratos suspeitos de obras públicas em pequenos municípios do estado.

Ele também foi prefeito de Ribeira do Pombal, nas proximidades de Tucano e Araci. Lá, ele acumula bens, patrimônios e aliados, como o atual gestor municipal, Eriksson Silva (PSD), que o sucedeu no comando da prefeitura pombalense.

Recentemente, conforme trouxe a coluna O Carrasco, de A TARDE, Eriksson entrou na mira dos órgãos de controle, por ter firmado contrato milionário com o posto de combustíveis Canabrava, que seria do policial rodoviário federal Antônio Wendell Pereira de Souza, cunhado do deputado Ricardo Maia.

No entanto, no papel, o posto pertence a uma ex-funcionária de Maia. O contrato prevê gasto superior a R$ 13,5 milhões com abastecimento referente a 2,1 milhões de litros de combustível.

 

 

 

 

 

 

Atarde, 04/06/2024

Mostrar mais

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezoito − seis =

Botão Voltar ao topo