
Diálogos interceptados pela Polícia Civil, no âmbito da Operação Vectura Corrupta, deflagrada nessa quinta-feira (17/9), apontam que um dos principais elos do Primeiro Comando da Capital (PCC) com políticos foi usado como “laranja” em tratativas sobre a compra de uma refinaria de biodiesel, avaliada em R$ 40 milhões, e na Usina Campo Limpo.
Documentos obtidos pela reportagem indicam que Alemão era sócio-proprietário da Translider e tinha envolvimento direto nas negociações da Refinaria Fanal.
A conversa entre Alemão e Edivânia Arruda Botelho Alves, uma das mulheres alvo da Operação Vectura Corrupta, é sobre questões relativas à empresa Fanal, encontros com membros do PCC e assuntos envolvendo uma empresa de transporte no município de Leme, interior de São Paulo.
Segundo as investigações, Alemão foi cobrado devido à participação desse integrante do PCC na aquisição da refinaria. Relatórios policiais indicam que Alemão foi considerado “laranja” na compra da Fanal Derivados de Petróleo. O valor para a aquisição da empresa de combustíveis estaria, conforme as investigações, estimado em R$ 40 milhões.
As investigações reforçaram que Milreu “se vale das prerrogativas conferidas à advocacia em benefício da organização criminosa, uma vez que utilizou seu escritório como “sede” de reunião para os faccionados, bem como a conta bancária do escritório para recebimento de valores das empresas investigadas”, diz documento sobre a acusação.
A polícia descreve o defensor Cícero como um dos integrantes do PCC e pertencente à “Sintonia dos Gravatas”, um núcleo da facção criminosa paulista voltada exclusivamente a advogados, e “interlocutor direto” de Alemão.



