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Escândalo do Master afeta mais o governo Lula que o STF, diz pesquisa

Para 46% dos eleitores, efeitos negativos atingem gestões de Lula e Bolsonaro, STF, BC e Congresso

Uma semana após a 5ª fase da Operação Compliance Zero expor suspeitas de corrupção no Banco Master envolvendo um dos principais opositores do governo do presidente Lula (PT), a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) registra que a gestão do petista assumiu o posto de mais afetada individualmente pela maior fraude financeira da história do Brasil. Em abril, este posto era do Supremo Tribunal Federal (STF) que teve ministros citados como suspeitos de se beneficiar da relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso pelo esquema.

Para 46% dos eleitores, os efeitos negativos da fraude bilionária do Master atingem igualmente as gestões de Lula, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o Supremo, o Banco Central e o Congresso Nacional. Mas o governo de Lula avançou ao posto de mais prejudicado, citato por 11% dos entrevistados; seguido pelo STF (10%); pela gestão de Bolsonaro (9%), pelo Banco Central (7%), e pelo Congresso (2%). E somente 1% responderam que o caso Master não prejudica nenhum deles.

Na última quinta-feira (7), o ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, senador Ciro Nogueira (PP-PI), foi alvo de busca e apreensão e medidas cautelares determinadas pelo ministro do STF, André Mendonça, por suspeitas do recebimento de propina mensal de até R$ 500 mil do banqueiro Daniel Vorcaro.

Mas a maioria dos eleitores (54%), entrevistados pela Quaest entre sexta (8) e segunda (11), responderam desconhcer a investigação que tem como base diálogos entre Daniel Vorcaro e seu primo, preso na semana passada, Felipe Vorcaro, sobre os repasses supostamente ligados à apresentação de uma emenda parlamentar, a pedido do Master, para ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para ressarcimento por pessoa.

A pesquisa Genial Quaest foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo nº BR-03598/2026. E realizou 2.004 entrevistas face a face, realizadas entre os dias 8 e 11 deste mês de maio, em 120 municípios do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Senador Ciro Nogueira (PP-PI) – (Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado)

Elos com o caso 

Ciro reagiu ontem (12), negando ilegalidades e alegando perseguição política por atuar como opositor ao governo de Lula. O senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), foi mais rápido, na sexta-feira (8), ao lembrar que Lula recebeu Vorcaro fora da agenda oficial e o PT rejeitou a CPI do Master. E classificou como teatro a reação oportunista de aliados de Lula ensaiarem uma defesa da investigação do caso, após Ciro ser alvo da Compliance Zero.

Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estão entre os ministros do STF mais citados como suspeitos de relação com o caso Master. Mas o ministro Kássio Nunes Marques também teve questionada sua proximidade com o entorno do escândalo.

A empresa Maridt, de Toffoli, foi citada nas investigações da Polícia Federal como tendo recebido repasse milionário do banco de Vorcaro, de R$ 35 milhões. E o ministro deixou de atuar como relator da investigação que questionava os motivos da liquidação do Banco Master, pelo Banco Central.

Já Moraes teve sua esposa, advogada Viviane Barci de Moraes, ligada ao caso por ter firmado contrato de R$ 129 milhões entre seu escritório jurídico e o Master. E Nunes Marques viajou com sua esposa Vanessa Ferreira para uma festa em Maceió, no avião particular de uma empresa que administra os bens de Vorcaro.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Diário do Poder/Davi Soares,

13/05/2026 12:03 | Atualizado 13/05/2026 16:12

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