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Datafolha: Lula tem 35% de aprovação e 34% de reprovação após 2 anos de governo

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerra o segundo ano de seu terceiro mandato com uma avaliação equilibrada entre aprovação e reprovação.

Segundo a mais recente pesquisa do Datafolha, realizada nos dias 12 e 13 de dezembro, 35% dos entrevistados consideram a gestão como ótima ou boa, enquanto 34% a avaliam como ruim ou péssima. Outros 29% veem a administração como regular.

Esse resultado marca a pior avaliação do governo Lula desde o início deste terceiro mandato, e traz à tona um quadro similar ao vivido por seu antecessor, Jair Bolsonaro, no mesmo ponto de seu governo.

Lula, que iniciou seu terceiro mandato com um histórico de polarização após vencer Bolsonaro por uma margem apertada no segundo turno de 2022, enfrenta um desgaste inevitável.

No campo econômico, a disparada do dólar e as expectativas deterioradas em relação à política fiscal do governo são preocupações que não chegam a influenciar diretamente a população. Quando perguntados sobre qual é o maior problema do Brasil, 21% dos entrevistados mencionaram a saúde como a principal questão, seguida por segurança pública (12%) e economia (9%).

A pesquisa também destaca que Lula é mais bem avaliado entre os mais pobres (44%), os mais velhos (46%), os menos instruídos (53%) e os nordestinos (49%). Por outro lado, sua desaprovação é mais prevalente entre a classe média que ganha entre 2 e 5 salários mínimos (42%), entre evangélicos (43%), quem possui curso superior (45%) e os mais ricos (49%).

O cenário de expectativas futuras também não é positivo para o governo, com apenas 38% acreditando que Lula terminará o mandato com uma gestão ótima ou boa. É o pior índice desde o início deste terceiro mandato, quando 50% eram otimistas e 21%, pessimistas.

O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores em 113 cidades do país, oferecendo um retrato fiel da percepção da população sobre a administração de Lula ao fim do segundo ano de seu terceiro mandato.

 

 

 

 

 

Voz da Bahia, 17/12/2024

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