
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta segunda-feira (26/10), ter sido intimidado pela Polícia Federal (PF) a entregar o passaporte. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirma que foi abordado por agentes na saída da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em um condomínio no Jardim Botânico (DF).
Confira o vídeo:
O senador afirma que cumprirá a determinação, mas garante que “nunca pensou em deixar o Brasil”. “Vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar”, afirmou.
De acordo com Flávio, a decisão da PF ocorreu após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e teria se baseado em uma fala do irmão dele, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro.
“Isso se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro de que eu deveria deixar o país se eu perdesse essa eleição. Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é Justiça?”, questionou Flávio Bolsonaro.
“Por mais, essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do anúncio do resultado. Pensa comigo: se eu tivesse ganhado a eleição, essa PF ia estar do mesmo jeito me intimando no meio da rua? Isso é um sinal de que a nossa democracia faliu. Foi uma decisão tomada conforme o resultado, uma questão política. Não pode ser assim”, afirmou.
Lula é reeleito
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito, nesse domingo (26/10), com 64.256.232 votos.
- Após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, Lula fez uma virada histórica e conquistou 51,79% dos votos.
- Flávio Bolsonaro teve 59.826.041 votos, o equivalente a 48,21% dos votos.
Flávio não reconhece vitória de Lula e diz que pedirá anulação da eleição
Em primeiro discurso após a derrota nas eleições presidenciais, Flávio não reconheceu a vitória de Lula e disse que vai pedir a anulação do pleito. Em declaração na noite de domingo (25/10), o senador criticou o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), por prorrogar o tempo de votação, e o acusou de favorecer Lula.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, explicou, nesse domingo (25/10), a demora em decidir sobre a extensão do horário do fechamento das urnas. Pela lei, o horário é até as 17h. No entanto, eleitores relataram dificuldade em exercer o direito em cerca de 10 estados, e o ministro Cristiano Zanin, do STF, ampliou para as 19h.
“Eu nunca vou saber se um estado onde as ruas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter. É inexplicável o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa cumpriu, as eleições deveriam ter sido anuladas”, disse.
Confira a declaração completa:
Segundo o candidato do PL, sua equipe irá recorrer na Justiça para pedir a anulação do pleito.
“E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer os estados de eleições no contexto como essas coisas aconteceram”, acrescentou.




