
Os clubes da Série A1, a elite do futebol de São Paulo, estão em busca de um local para continuar o Campeonato Paulista após proibição de jogos pelo governo do estado e pelo Ministério Público. A determinação paralisou o futebol em São Paulo a partir de segunda (15) até o final de março.
Em reunião na tarde desta terça (16), presidentes das 16 equipes do torneio, além do mandatário da Federação Paulista de Futebol (FPF) Reinaldo Carneiro Bastos, de diretores da entidade e sindicalistas divulgaram documento em que afirmam procurar outros estados para realizarem os jogos do Campeonato Paulista.
Segundo o documento oficial, a FPF e os clubes estudam “a possibilidade de judicialização do caso para garantir a continuidade da competição”, “a partir da falta de argumentos científicos e médicos que sustentem a paralisação das referidas rodadas neste momento”.
O Rio de Janeiro foi sondado e, de início, o governador Claudio Castro (PSC) afirmou que o seu estado estava de “braços abertos”, mas depois recuou. Belo Horizonte também era uma possibilidade, porém o governo de Minas Gerais anunciou novas restrições, com a proibição de eventos públicos e privados, suspendendo o Campeonato Mineiro a partir de segunda-feira (22). Outra opção seria o Espírito Santo, onde estava programado um confronto entre Marília e Criciúma, pela Copa do Brasil, mas o governador capixaba, Renato Casagrande (PSB), anunciou medidas mais rígidas: quarentena e a proibição dos jogos de futebol a partir de sexta-feira (19).
Diante do impasse, os cartolas paulistas começaram a considerar sediar as partidas em Mato Grosso, mas há indefinição sobre o custeamento de viagens e hospedagens.
Questionado, o governo mato-grossense, por meio de sua assessoria, afirmou não haver restrição para que as partidas aconteçam, sem público e dentro do horário permitido, entre 5h e 19h.
O governo do Paraná afirmou que não há decreto proibindo realização de partidas de futebol até o momento, mas integrantes da administração pública entendem ser difícil aprovar a transferência dos jogos durante o pior momento da pandemia no estado. Algumas cidades, inclusive a capital Curitiba, já proibiram as partidas por meio de decisões municipais.
A paralisação do Campeonato Paulista também remete aos problemas financeiros do ano passado – quando a competição foi encerrada em março e só voltou em julho. Na ocasião, a Globo, que detém os direitos de transmissão da competição, afirmou que só repassaria a última parcela do contrato com a retomada do torneio.
A Federação Paulista e dos clubes consideram que o protocolo sanitário utilizado no futebol “garante um controle ainda maior na organização da competição em São Paulo” e insistem na realização dos jogos dentro do estado. O documento foi redigido sob as bênçãos do governo paulista e assinado pelo Ministério Público.
Fonte: Metro1, 17/03/2021



