
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) oficializou a indicação da procuradora do Ministério Público de Contas (MPC), Camila Vasquez, para o cargo de conselheira do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). Conforme apurado pelo A TARDE com deputados governistas, um ofício com a orientação foi enviado à Assembleia Legislativa (Alba) e pode ser publicado no Diário Oficial da Casa nesta segunda-feira, 8.
Além de procuradora do MPC, Camila Vasquez é esposa do deputado federal Mário Negromonte Júnior (PSB). Caso aprovada, ela irá ocupar a vaga deixada pelo seu sogro, o ex-deputado federal Mário Negromonte, que se aposentou compulsoriamente da cadeira em julho do ano passado.

A indicação veio 10 meses após o governador receber uma lista tríplice do TCM-BA com os nomes possíveis para o cargo. A composição também contava com o procurador Guilherme Costa Macêdo e a procuradora Aline Paim Monteiro do Rego.
A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista Victor Pinto e confirmada pelo portal A TARDE.
Sabatina
“Além do governo ser maioria, ela [Camila] é um nome técnico que preenche todos os requisitos”, contou.
Aprovação recente
No último dia 26, o plenário da Alba aprovou a indicação do deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) para o cargo de conselheiro do TCM-BA. O parlamentar, que era candidato único ao posto, recebeu 51 votos favoráveis dos 53 deputados votantes.
Na época, A=a reportagem apurou que houve uma movimentação política desenhada para dar a Adolfo uma “saída honrosa”, com uma votação histórica para o TCM-BA. A articulação ocorreu em razão do deputado ter sido afastado da presidência pelo STF em fevereiro de 2025.
Mandato de Jerônimo bate recorde
Com a indicação de Camila, o mandato de Jerônimo Rodrigues deve se tornar o que acumulou o maior número de indicações ao Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia desde a criação do órgão, em 1971, pelo então governador Luiz Viana Filho.
Com os dois nomes atualmente articulados para a Corte, o petista tende a alcançar a marca de cinco conselheiros encaminhados desde o início de sua gestão, em janeiro de 2023.
Os dois terços restantes são de prerrogativa da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), à qual cabe preencher quatro das sete cadeiras do tribunal pleno.



