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Joe Biden rejeita ‘nova Guerra Fria’ e fala em cooperação internacional em Assembleia-Geral da ONU

Em um discurso longo, com mais de meia hora de duração, Joe Biden fez seu primeiro pronunciamento na Assembleia-Geral da ONU como presidente dos Estados Unidos. Durante a fala, marcado por acenos ao multilateralismo e à cooperação internacional, Biden rejeitou a hipótese de que os EUA tenham interesse em mergulhar o mundo em uma nova Guerra Fria.

Com a ascensão da China e clima tenso entre os dois países, Biden pontuou seu discurso com referências a temas caros na sua disputa com os chineses. Falou da importância renovada do Quad, sua aliança com Japão, Índia e Austrália, a defesa da liberdade de navegação e criticou desinformação e coerção econômica.

o mesmo tempo, afirmou: “Nós não estamos buscando uma nova Guerra Fria ou um mundo dividido”.

O pronunciamento de Biden vai na contramão dos posicionamentos defendidos pelos Estados Unidos na Assembleia-Geral nos últimos anos, durante o governo de Donald Trump. Enquanto o ex-mandatário colocou o país em uma posição de isolamento em relação à comunidade internacional sobre os temas em debate – defendendo sempre a resolução interna das agendas, em detrimento das saídas multilaterais -, Biden deixou claro que pretende tratar diversas agendas prioritárias, como o combate à pandemia da covid-19 e as mudanças climáticas, de forma conjunta com os demais líderes mundiais.

No campo da segurança e defesa, Biden apontou que pela primeira vez em 20 anos que os EUA não estão envolvidos em um guerra e que o país pretende usar a via diplomática para mitigar conflitos armados ao redor do mundo, afirmando que “estamos de volta à mesa de negociações internacionais, especialmente das Nações Unidas, para focar a atenção e ação global e compartilhar desafios”.

Ao mesmo tempo em que destacou o momento pacífico e o que os EUA buscarão”guiar as ações mundiais” não apenas “com o exemplo de nosso poder, mas com o poder de nosso exemplo”, o democrata também declarou que o país está pronto para responder a qualquer ameaça a ele e a seus aliados.

“Não se enganem, os Estados Unidos vão continuar se defendendo, seus aliados e interesses contra ataques, incluindo ameaças terroristas quando necessário. Mas para defender nosso interesse nacional, incluindo contra ameaças em curso e iminentes, mas a missão precisa ser clara e alcançável, feita com o consentimento dos americanos e sempre que possível em parceria com nossos aliados.”

 

 

 

 

 

 

Fonte: Atarde, 21/09/2021

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