A declaração dada por Lula ocorreu durante café da manhã com jornalistas setoristas do Palácio do Planalto. Desde o período de transição, o presidente está morando num hotel na capital federal, o que envolve um forte esquema de segurança.
O Palácio da Alvorada foi desocupado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) dias antes da posse do novo presidente, em 1º de janeiro, uma vez que ele viajou para os Estados Unidos para não passar a faixa presidencial ao petista. Segundo a atual gestão, o Palácio da Alvorada, contudo, apresenta má condição e precisa de uma reforma antes da mudança de Lula para o local.
Palácio do Planalto
Recentemente, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB) restaurou 38 peças do mobiliário original do Palácio do Planalto, local de trabalho do presidente da República, e da residência oficial da Granja do Torto, casa de campo do chefe do Executivo federal. O projeto está em fase final, e os bens devem ser entregues nas próximas semanas.
Os itens, que incluem cadeiras, poltronas e sofás, são da década de 1960 e estavam fora de uso por causa do estado de deterioração. As peças são de artistas renomados, como o brasileiro Sérgio Rodrigues, o polonês Jorge Zalszupin, o alemão Karl Heinz Bergmiller e os italianos Afra e Tobias Scarpa.
O processo de restauração inclui procedimentos de identificação do objeto, levantamento e reconhecimento das patologias nos materiais, como madeira, couro, palhinha e metais. Em seguida, é feita análise de conservação, com testes de limpeza, fixação, consolidação, nivelamento e pigmentação. Após essas avaliações, são definidas as metodologias de intervenção na restauração dos bens.
Há, ainda, etapas de visitação, registro fotográfico e pesquisas de campo em arquivos e inventários. Em seguida, é feito o diagnóstico sobre o estado de conservação dos itens, além da preparação de fichas de arquivo com informações básicas. Os móveis restaurados são considerados de estilos anteriores ao modernismo.