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Lulinha abriu empresa na Espanha após investigação do INSS

Filho do presidente Lula está na Espanha desde 2025

Após o início das investigações sobre as fraudes no INSS, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), abriu uma “empresa de gaveta” na Espanha — ele é um dos alvos da CPMI que apura as irregularidades.

Ele teve os sigilos bancário e fiscal quebrados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a pedido da Polícia Federal, e pela CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) mista do INSS em fevereiro, medida que foi suspensa pelo ministro Flávio Dino e que será julgada em plenário físico da corte.

Início das operações

A companhia, batizada de Synapta, teve início de operação, segundo a Folha, registrado em 13 de janeiro de 2026 e foi inscrita em 6 de fevereiro no Registro Mercantil de Madri, capital do país.

O escritório fica no quinto andar de um típico complexo de edifícios modernos que abriga companhias internacionais, consultórios e sedes da administração pública madrilenha, localizada no distrito de Chamartín, região de alto padrão na zona norte da cidade.

Único administrador

Lulinha consta como administrador único da empresa, que não teve nenhuma movimentação registrada oficialmente desde sua abertura. O capital informado da empresa é o mínimo exigido pela legislação espanhola: 3.000 euros, o equivalente a cerca de R$ 18 mil.

Legalidade

A defesa de Lulinha diz que a empresa cumpre as exigências legais e ainda não exerce atividades, tendo sido formalizada visando projetos futuros do filho do presidente da República. Por já estar constituída na prática, mas sem atividades efetivas relevantes, é considerada por ora como “de gaveta”.

Os advogados dizem que o empresário atualmente trabalha e recebe renda como pessoa física no exterior, sem detalhar os contratos ou clientes, sob o argumento de preservação de privacidade.

Trechos dos dados sigilosos, repassados pela PF à CPI, apontam que, em quatro anos, Lulinha recebeu pouco mais de R$ 9,7 milhões em suas contas e repassou valor equivalente, somando R$ 19,5 milhões em transações.

A PF afirmou em um relatório, divulgado na terça-feira, 17, pelo Estadão, que a mudança de país poderia ser uma “evasão do país”. “Do ponto de vista investigativo, asseveramos que Lulinha viajou para o exterior, sem previsão de volta, o que denota possível evasão do país, considerando estar associado aos fatos associados ao principal operador das fraudes bilionárias a milhões de aposentados do Brasil”, diz o relatório.

Contudo, A ida do filho de Lula para a Espanha já era de conhecimento de aliados do presidente desde meados de 2025. Àquela altura, a primeira operação para apuração das fraudes do INSS já havia ocorrido, mas não havia notícia de ligações dele com o caso.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Por Yuri Abreu/Atarde,

18/03/2026 – 8:17 h
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