
A decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros começa a valer em 22 de julho e atinge a maior parte das exportações do país, com exceção de cerca de 2 mil itens. A medida foi determinada após investigação do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, sob a justificativa de que o Brasil adota práticas consideradas desleais e prejudica empresas americanas.
Máquinas, roupas e alimentos entram na lista de taxação
Entre os principais produtos brasileiros que passarão a ser taxados estão itens industriais, bens de consumo e commodities. A lista inclui:
- Produtos industriais e máquinas: maquinário agrícola, equipamentos de mineração, ferramentas de jardinagem e componentes de borracha para veículos
Bens de consumo: calçados, vestuário e papel - Commodities e alimentos: etanol, açúcar orgânico e molduras de madeira
- Celulose: celulose de dissolução de alta pureza, que foi retirada da lista de isenções
- Produtos químicos de uso geral: substâncias como celulose e fosfoaminolipídeos, quando destinadas a usos industriais (fora do setor farmacêutico)
O governo dos Estados Unidos rejeitou pedidos de isenção apresentados por setores como máquinas agrícolas, máquinas industriais, vestuário, calçados, equipamentos elétricos, ferramentas de jardinagem, papel e açúcar orgânico. Segundo o USTR, esses produtos podem ser obtidos em outros mercados ou não justificam exceção à tarifa.
De acordo com o governo do presidente Donald Trump, a sobretaxa é resultado direto da investigação comercial e foi apresentada como instrumento de pressão para forçar mudanças nas políticas brasileiras.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou: “Hoje, o Presidente Trump determinou que o USTR imponha uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Não haja confusão sobre o motivo: o Presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”.
Rubio também criticou a condução das negociações pelo governo brasileiro: “No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”.
Apesar do alcance amplo da medida, mais de 2.100 produtos foram excluídos da cobrança após revisão feita pelo USTR com base em contribuições de empresas e associações.
Ficaram de fora da tarifa itens considerados estratégicos para a economia americana ou com baixa oferta interna, como:
- Insumos farmacêuticos e medicamentos
- Materiais de aviação civil e peças para aeronaves
- Ferro-gusa e sucata de ferro e aço
- Café solúvel sem adição de sabor e mel orgânico
- Hidróxido de alumínio e determinados frutos do mar
- Couros e alguns produtos de madeira
- Antiguidades, obras de arte e roupas usadas
Esses produtos se somam a outras exceções já previstas, como carne, café, laranja e suco de laranja.
Fonte: Redação Bnews
Publicado em 16/07/2026, às 05h57



