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Médico cardiologista André Rodrigues Durães, diz que, insuficiência cardíaca atinge 2 milhões de pessoas no Brasil

Doença de alta prevalência, responsável por grande número de hospitalizações e altas taxas de mortalidade, a insuficiência cardíaca é considerada a ‘via final’ comum da maioria das doenças que acomete o coração e um dos principais desafios clínicos atuais na área da saúde. Segundo o médico cardiologista, André Rodrigues Durães existem, no Brasil, 2 milhões de indivíduos que convivem, hoje, com esta doença. “A cada ano surgem 240 mil novos pacientes e, o pior de tudo, é que a mortalidade atinge 50 % delas, após cinco anos do diagnóstico médico”.

Diretor Médico do Hospital Geral Roberto Santos, Dr. André Rodrigues Durães atendeu nos últimos momentos ao mestre Jorge Portugal, falecido nesta terça-feira 3. Por telefone, ele disse à Tribuna da Bahia que “a doença é caracterizada pela incapacidade do coração em bombear o sangue para suprir as necessidades metabólicas do organismo”. E que as razões para que ela ocorra incluem o envelhecimento da população e os avanços terapêuticos no tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio, da Hipertensão Arterial Sistêmica. “Fatores que elevam a sobrevida e, consequentemente, promovem aumento em sua prevalência”.

FATOR IDADE

Citando dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) Dr. André Durães explicou: “Embora seja designada por “insuficiência” cardíaca, isso não significa que o coração vai parar de funcionar. Significa, sim, que o coração tem dificuldade em funcionar para corresponder às necessidades do organismo. E acrescentou: “O coração não bombeia o sangue para o corpo tão bem quanto deveria, deixando, então, de fornecer nutrientes e oxigénio suficientes ao organismo, para que este funcione normalmente”.

Normalmente, a insuficiência cardíaca desenvolve-se porque o paciente tem ou já teve um problema de saúde, que afetou o coração, como um ataque cardíaco ou elevada pressão arterial. Fatores que deixaram lesões ou esforçou demasiado o coração. A doença, inclusive, pode se desenvolver em qualquer idade, mas torna-se claramente mais comum com o avançar da idade.

CORAÇÃO FRACO

De maneira bem didática, Dr. Andre Durães reforça que a insuficiência cardíaca é a ‘via final’ de várias outras doenças como hipertensão, colesterol e diabetes. E chega a enunciar de maneira incisiva: “Trata-se da síndrome do coração fraco”. Segundo ele, a doença é muito grave e a sobrevida do paciente é de apenas 40%. “Além da hipertensão e diabetes, é preciso ficar atento para outras doenças que contribuem, tais como Mal de Chagas (doença do barbeiro); Alcoolismo; Inflamação do coração (miocardite). Mas, o infarto, é uma das causas mais comuns”.

Sempre pronto a não deixar dúvidas a respeito do delicado assunto Dr. André Durães informa que a doença também pode ser congênita, ou seja de nascença. Como pode ser contraída por vírus, como o Covid-19. “Às vezes, nós médicos investigamos tudo no paciente e não encontramos nenhuma causa. E ai dizemos: Ele é idiopático”. Em seguida, faz questão de orientar mais sobre como as pessoas devem se prevenir. “Elas precisam realizar seus exames médicos e laboratoriais regularmente; fazer uso dos remédios receitados para hipertensão e diabetes; além de fazer o tradicional check-up anual”.

PRIMEIROS SINTOMAS

Sobre os primeiros sintomas da doença, Dr. Andre Durães diz. “è quando o indivíduo sente falta de ar mesmo numa simples caminhada em terreno plano. “Esse primeiro sintoma é a dispneia, que é a falta progressiva de ar nos esforços. Outro sintoma, é quando a pessoa precisa colocar travesseiros para poder dormir melhor. E, finalmente, quando aparecem o inchaço das pernas. O fígado pode aumentar de tamanho e ficar congesto; a fadiga surgir; e também chegar a tosse, perda da alimentação e até inchaço na barriga”.

Tudo fica mais visível logo após o infarto. “O paciente que sofre um infarto fica com uma cicatriz no coração, “que chamamos de fibrose”. E fulmina: “O importante, é que as pessoas procurem ouvir os médicos; fazer uma avaliação geral e controlar os fatores de risco da saúde. Todos os cuidados são mais do que necessários”.

 

Fonte: Trbn, (05/08/2020).

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