
Um levantamento feito pelo jornal O GLOBO mapeou cerca de 290 parlamentares, deputados e senadores, que distribuíram recursos oriundos do orçamento secreto, também chamado de “Tratoraço” em 2020 e 2021.
De acordo com os dados, os valores chegam aos R$ 3,2 bilhões, parte dos R$ 36 bilhões que compuseram as emendas de relator durante o período analisado.
O político mais agraciado pelo modelo de irrigação das bases eleitorais promovido pelo Planatlo para angariar apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL), foi o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). De acordo com o levantamento, o parlamentar, que presidia o Senado à época, alocou pelo menos R$ 335,9 milhões ao Amapá.
A Bahia foi o reduto com o segundo maior aporte com R$ 302,2 milhões. O líder na lista de indicações é o agora correligionário de Bolsonaro, o deputado R$ 335,9 milhões, João Carlos Barcelar (PL-BA). Em terceiro aparece o Piauí, estado do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP).
De acordo com o jornal O GLOBO, o levantamento foi feito a partir do cruzamento de dados entre “planilhas do Ministério do Desenvolvimento Regional, documentos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba(Codevasf), registros de convênios, informações da Plataforma + Brasil, notas divulgadas por prefeituras, entrevistas e publicações nas redes sociais com os próprios parlamentares alardeando as liberações de recursos”, já que ambas as Casas do Congresso e o Executivo resistiram a prestar informações.
Outros aliados de Bolsonaro que foram favorecidos incluem a deputada Bia Kicis (DF), contemplada com pelo menos R$ 7,8 milhões em duas emendas de relator, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) e o presidente do Republicanos, o deputado Marcos Pereira (SP).
Fonte: Atarde, 19/12/2021



