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Ozempic e Mounjaro causam problemas nos ossos? Veja o que se sabe

Um estudo recente aponta que medicamentos GLP-1 — incluindo Ozempic e Wegovy — podem estar associados a um risco ligeiramente maior de osteoporose e gota, de acordo com uma pesquisa apresentada este ano pela Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos. O Dr. John Horneff, professor associado de cirurgia ortopédica na Universidade da Pensilvânia e principal autor do estudo, afirmou que começou a investigar o assunto depois que alguns pacientes apresentaram rupturas graves de tendões após lesões relativamente leves.

As ocorrências levaram os pesquisadores a examinar se os GLP-1 poderiam afetar os ossos e outros tecidos conjuntivos de forma mais abrangente.

Outro caso que chamou a atenção da comunidade médica foi a série de relatos da cantora americana Avery. Através das redes sociais, ela publicou um vídeo falando que desenvolveu osteoporose após usar Ozempic por um ano. Na publicação, a artista chora e faz um alerta: “Por favor, tomem cuidado com Ozempic se vocês não são pessoas que precisam tomar. É destinado a tratar diabetes e obesidade”.

Pesquisadores apontam que o Ozempic e o Mounjaro não causam, diretamente, osteoporose. No entanto, a perda de peso repentina pode levar à queda na taxa de massa óssea do corpo, o que pode desencadear a doença.

“As pessoas estão tomando esses medicamentos e, obviamente, há muitos benefícios”, disse o dr. Horneff. “Mas, com isso, elas começam a diminuir a ingestão de alimentos e nutrientes”, alerta.

Especialistas confirmam que, além do acompanhamento médico, é preciso que o tratamento com esses medicamentos seja individualizado e que outras mudanças de estilo de vida sejam associadas ao uso das substâncias emagrecedoras, como exercícios físicos, corridas e prática esportiva.

Prática esportiva
Prática esportiva diminui riscos na saúde de quem utiliza esses medicamentos (Foto: Freepik)

Taxas significativas

O estudo, que ainda não foi publicado em revistas científicas, comparou diversos pacientes que tomavam medicamentos das canetas emagrecedoras com pacientes que não os tomavam.

Segundo o estudo, aproximadamente 4% dos usuários de GLP-1 desenvolveram osteoporose, em comparação com pouco mais de 3% dos não usuários, representantndo um aumento de risco de cerca de 30%. Uma condição relacionada, a osteomalácia, que envolve o amolecimento dos ossos, foi rara, mas também ocorreu cerca de duas vezes mais frequentemente entre as pessoas que usavam GLP-1.

As taxas de gota também foram ligeiramente mais altas: 7,4% para usuários de GLP-1 contra 6,6% para não usuários, registrando um aumento de risco de cerca de 12%.

 

 

 

 

 

 

Fonte: por Matheus Simoni/Bnews,

Publicado em 24/05/2026, às 14h48

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