
O clima segue tenso nos bastidores da política baiana após as declarações do senador Angelo Coronel (PSD), que resiste à possibilidade de compor como vice na chapa de Jerônimo Rodrigues (PT). Diante da crise instalada, o chamado “trio de governadores da Bahia” — Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner — teria construído uma proposta para evitar um rompimento e manter Coronel dentro da base.
- Eleusa Coronel como candidata a vice-governadora: a esposa do senador ocuparia a vaga que hoje é motivo de impasse e atualmente ocupada por Geraldo Júnior (MDB). A indicação seria uma forma de preservar o espaço político da família e acalmar os ânimos do senador.
2. Secretaria garantida em um eventual novo governo. Caso Jerônimo seja reeleito, uma secretaria estratégica seria entregue à cúpula de Coronel.
4. Angelo Coronel e Diego Coronel deputados federais. Na formação final do acordo, o próprio Ângelo Coronel, que hoje é senador, e o filho Diego Coronel disputariam vagas na Câmara Federal, ampliando a influência da família em Brasília.
BASTIDORES
O movimento revela o tamanho da preocupação do PT com um eventual afastamento de Angelo Coronel. A saída dele poderia abrir espaço para rearranjos na base governista e até para disputas pelo Senado e pela vice-governadoria.
Nos últimos dias, a crise foi alimentada por declarações do senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, que classificou como “arrogância” a postura de Coronel ao rejeitar a possibilidade de ser vice.
Ainda não há confirmação oficial de nenhuma das propostas. O grupo de Coronel mantém o discurso público de que “não trabalha com imposições”, enquanto o PT tenta reorganizar o quebra-cabeça eleitoral para 2026.
A tendência é de que as negociações continuem intensas ao longo das próximas semanas, com encontros reservados e pressão de diversas alas da base governista.



