
O caso envolvendo o Banco Master ganhou novos desdobramentos após vir à tona o pagamento de R$ 54 milhões a um escritório em Salvador, valor que passou a ser alvo de investigação da Polícia Federal.
Um dos pontos que chamaram a atenção dos investigadores foi a atuação da advogada Ana Patrícia Dantas Leão, conhecida por sua trajetória no Direito de Família e por já ter disputado a presidência da OAB-BA.
Apesar da especialização na área familiar, ela passou a atuar como advogada ligada ao Banco Master, o que levantou questionamentos dentro da investigação.
A Polícia Federal busca esclarecer o motivo de Ana Patrícia ter sido contratada no contexto do caso, quais serviços jurídicos foram prestados, qual a relação entre sua atuação e os valores movimentados.
O Banco Master operava na Bahia por meio do Credcesta, sistema que concentrou, ao longo da última década, os descontos em folha de servidores públicos estaduais. O modelo foi alvo de diversas ações judiciais movidas por associações, que alegavam abusos, mas as decisões acabaram sendo favoráveis ao grupo.
Com a expectativa de avanços nas investigações e possível colaboração do empresário Daniel Vorcaro, a Polícia Federal tenta aprofundar a análise sobre o destino dos recursos e o papel dos envolvidos.



