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Prédio de 10 andares incendiado e com risco de desabar no Centro de SP

O prédio de dez andares que pega fogo desde domingo (10) no Centro de São Paulo e corre risco de desabar abriga pequenas lojas e armazena produtos dos comerciantes da região.

O Corpo de Bombeiros interrompeu os trabalhos de combate ao incêndio no edifício comercial, no Centro de São Paulo, após uma nova avaliação apontar risco de desabamento. O local permanece pegando fogo após mais de 40 horas. Por causa das chamas, diversos lojistas perderam seus bens já que o fogo consumiu o que tinham dentro do prédio.

Apenas uma viatura aérea dos bombeiros está sendo usada para tentar conter as chamas. As causas e eventuais responsabilidades pelo incêndio ainda são investigadas pela Polícia Civil.

As vias da região da Rua 25 de Março, que chegaram a ser liberadas para o comércio mais cedo, voltaram a ser interditadas.
A pedido dos bombeiros, o Metrô fechou o acesso pela Ladeira Porto Geral à estação São Bento, da Linha 1 – Azul.

Os comerciantes foram orientados a fechar as portas o mais rapidamente possível. Os bombeiros pedem para que as pessoas evitem circular pela região.

“Estamos reposicionando as viaturas do Corpo de Bombeiros, mudando o ponto de comando e também fazendo a interdição da Rua 25 de Março, Rua Comendador Abdo Schahin e passando por uma nova avaliação e existe o risco do colapso da edificação, portanto, as operações serão interrompidas agora para uma nova estratégia”, disse o capitão André Elias, porta-voz dos bombeiros.
A CET bloqueou todo o entorno do prédio, localizado na Rua Comendador Abdo Schahin. Seis linhas de ônibus foram desviadas por conta das interdições.

O incêndio começou às 21h do domingo (10) e alastrou para outros três imóveis na região.

Atingiu uma loja de artigos para festas, um prédio de seis andares e destruiu a sede da primeira igreja ortodoxa do país.

O trabalho de combate às chamas entrou pela madrugada e manhã desta terça (12).

A expectativa era a de que fosse encerrado no final do dia, mas por volta das 11h30 novos focos de incêndio e o risco de desabamento interromperam os trabalhos temporariamente.

Sem Auto de Vistoria
Na segunda, os bombeiros tinham descartado o risco de desabamento. A Defesa Civil faria uma avaliação após o término dos trabalhos de combate às chamas.

O prédio onde o fogo começou não tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

O AVCB atesta que um prédio segue as normas de segurança e tem os equipamentos de proteção e combate a incêndios como alarmes, extintores, hidrantes e saídas de emergência. O documento é obrigatório.

Todos os imóveis atingidos pelo fogo estavam vazios, incluindo a igreja.

Segundo um padre da comunidade Ortodoxa Antioquina de São Paulo, o teto desabou e mais de 80% do imóvel foi destruído. Um sacristão relatou ao g1 todo o material que pode ter sido destruído por conta do incêndio.

“Ficamos muito tristes. Temos informações de que o fogo atingiu a igreja, mas ainda não sabemos os danos. É a primeira igreja ortodoxa fundada no Brasil, em 1904. Os arquivos dela são grandes e tem informações da religião e história do nosso povo. É um patrimônio histórico da colônia síria no Brasil”, afirmou.

Dois bombeiros que atuavam no combate às chamas ficaram feridos.

Eles sofreram queimaduras de 2º grau e foram encaminhados para o pronto-socorro do Tatuapé, na Zona Leste, com mais de 15% do corpo queimado.

Investigação
Os bombeiros ainda não sabem o que teria provocado o incêndio. Segundo Secretaria da Segurança Pública, o caso foi registrado como incêndio e furto.

A polícia teve acesso à imagens filmadas por câmeras de segurança, que mostram um indivíduo saindo de um estacionamento próximo ao prédio onde o fogo começou carregando dois sacos pretos cheios de objetos.

Logo após a saída dele, foi possível observar um clarão vindo da direção das chamas. A polícia vai investigar se há relação entre esse homem e o incêndio.

Balanço incêndio 2022
Levantamento feito pela TV Globo aponta foram registrados 127 incêndios na Grande São Paulo neste ano.

Desse total, 48 pessoas feridas, 8 mortas e 706 equipes dos bombeiros foram mobilizadas. 17 foram em edificações comerciais, resultando em 4 feridos, sem mortos, e 136 viaturas dos bombeiros no atendimento.

G1, 12/07/2022

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