
Os Correios encerraram o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo de R$ 3,1 bilhões, segundo demonstrações financeiras aprovadas pelo Conselho de Administração da estatal. O resultado representa um aumento de 82,3% em comparação com o déficit registrado no mesmo período de 2025, quando as perdas somaram R$ 1,7 bilhão.
O balanço, divulgado neste final de semana, mostra que a empresa continua enfrentando dificuldades para equilibrar receitas e despesas. Enquanto a arrecadação com a prestação de serviços recuou de R$ 3,94 bilhões para R$ 3,85 bilhões, os gastos administrativos e financeiros cresceram significativamente.
As despesas gerais e administrativas saltaram de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2 bilhões. Já os custos financeiros avançaram de R$ 282 milhões para R$ 985 milhões nos três primeiros meses do ano. No relatório, a estatal atribui o desempenho negativo à queda da demanda por serviços postais tradicionais, ao aumento dos custos operacionais, aos reajustes salariais, ao crescimento de despesas judiciais e à concorrência mais intensa no setor de encomendas e logística.
“A empresa vem enfrentando pressões relevantes sobre sua geração de caixa e seus resultados. […] Soma-se a esses fatores a necessidade de manutenção de estrutura operacional com elevada capilaridade, em decorrência da obrigação legal de prestação do serviço postal universal”, diz a estatal.
Os números mantêm uma sequência de resultados negativos observada nos últimos anos. A estatal acumulou déficits de R$ 328 milhões em 2023, R$ 801 milhões em 2024, R$ 1,7 bilhão em 2025 e R$ 3,1 bilhões em 2026. Diante do cenário, a empresa reforçou a execução de um plano de reestruturação iniciado no fim do ano passado.
Entre as medidas adotadas estão:
- Plano de Demissão Voluntária (PDV)
- Revisão de contratos administrativos
- Reformulação do plano de saúde dos funcionários
- Fechamento de unidades consideradas deficitárias
- Venda de imóveis
- Captação de empréstimos e novos recursos financeiros
A expectativa da própria estatal é que o processo de ajuste financeiro permita a retomada do superávit apenas a partir de 2027.
Fonte: Por Redação/Bahia Noticias,



