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Presidente Bolsonaro confirma ida à Rússia e diz que Putin é conservador

Com viagem para a Rússia programada para o final de fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro declarou nesta quinta-feira, 27, que irá ao país em busca de “melhores entendimentos” e “melhores relações comerciais”. Em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro foi perguntado se o presidente russo, Vladimir Putin, era um “conservador” e “gente da gente”.

“Ele é conservador, sim”, respondeu o presidente. O interlocutor prosseguiu, questionando como seria possível conciliar o conservadorismo com o “comunismo”, mas Bolsonaro se concentrou em falar sobre a viagem. “Vou estar o mês que vem lá. Melhores entendimentos, melhores relações comerciais”, disse.

Segundo O Globo, o roteiro de Bolsonaro – que também incluirá e Hungria – faz parte de uma tentativa de reforçar sua imagem como líder conservador.

Bolsonaro também não comentou a situação geopolítica na qual a Rússia está envolvida. O país passa por uma crise com as potências ocidentais, após colocar milhares de militares na fronteira com a Ucrânia. Com os rumores de uma invasão, os Estados Unidos informaram a possibilidade de um rompimento completo com o Kremilin. Na quarta-feira, 26, o Departamento de Estado americano afirmou que a invasão pode acontecer na segunda metade de fevereiro, o que coincidiria com a passagem de Bolsonaro pela Rússia.

Em novembro do ano passado, o governo de Putin aderiu ao Consenso de Genebra, o que foi comemorado pelo governo brasileiro. O grupo é formado por 36 países que se posicionam em fóruns internacionais contra resoluções e programas relacionados à saúde reprodutiva e aos direitos sexuais, com o argumento de que essas ações abririam caminho para a descriminalização ou a legalização do aborto.

Em reforma constitucional promovida em 2020, a Rússia proibiu o casamento homossexual. Em outubro do ano passado, em discurso no Clube de Discussão Valdai, um centro de estudos próximo ao governo russo, Putin defendeu o que chamou de “conservadorismo saudável”. O presidente russo disse considerar “verdadeiramente monstruoso” quando “as crianças são ensinadas desde cedo que um menino pode facilmente se tornar uma menina e vice-versa”.

Fonte: Atarde, 27/01/2022

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