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Ronaldo Caiado anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno

Goiânia (GO) – Candidato derrotado na disputa pela Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) anunciou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Pode contar com nosso apoio. Estamos à sua disposição para entrar onde for no nosso país e dizer que o Estado brasileiro não se curva ao crime e à bandalheira”, afirmou Caiado.

 

O evento para o anúncio ocorreu na tarde desta terça-feira (6/10), no comitê do governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Flávio Bolsonaro e o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), estiveram presentes.

Ao encerrar o discurso, Caiado fez críticas ao atual chefe do Executivo federal. “Lula, você roubou o futuro do Brasil, roubou no mensalão, no Petrolão e em todas as instâncias. Vamos dar essa vitória para Flávio Bolsonaro, transformar o Brasil e devolver o Brasil para os brasileiros de bem.”

Quinta colocação
  • Caiado, que concorreu à Presidência no primeiro turno, terminou em quinta colocação, com cerca de 2,6 milhões de votos, o equivalente a 2,18% dos votos.
  • O ex-governador ficou atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).
  • Nessa segunda-feira (5/10), Romeu Zema (Novo), que ficou em 6º lugar no primeiro turno da eleição presidencial de 2026, anunciou apoio à candidatura de Flávio.

Flávio promete “mudar Constituição para redemocratizar o país”

No evento em Goiânia, Flávio Bolsonaro comemorou o resultado das eleições para o Congresso Nacional e falou em “mudar a Constituição” para “redemocratizar o Brasil”.

“Já temos maioria no Senado e na Câmara, para a gente mudar a Constituição para redemocratizar o país”, disse.

 

O resultado do 1º turno das eleições garantiu o crescimento do Partido Liberal, de Flávio, no Senado e na Câmara. O número de deputados federais saltou de 98 eleitos em 2022 para 121, um crescimento de 23%. Na Casa Alta, o número de senadores do PL subiu de 15 para 28.

Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são exigidos 3/5 dos votos na Câmara (o equivalente a 308 dos 513 deputados) e no Senado Federal (pelo menos 49 dos 81 senadores). Com isso, o PL ainda vai precisar de alianças para ter maioria nas duas Casas.

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