Os Estados Unidos vão impor uma tarifa de 104% sobre a China a partir das 03h01 (horário de Brasília) de quarta-feira, 09, disse uma autoridade da Casa Branca, depois que Pequim não suspendeu suas tarifas retaliatórias sobre os produtos norte-americanos até o prazo desta terça-feira, 08, estabelecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Com a anúncio da Casa Branca, o Dólar chegou a encostar nos R$ 6, às 14h55 desta terça-feira. Subindo mais de 1% ante o real.
Já o Ibovespa reduziu o fôlego, flertando com o território negativo em meio ao forte declínio das ações da Vale e piora da Petrobras, enquanto investidores continuam ajustando suas posições ao novo ambiente comercial no mundo desencadeado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O volume financeiro no pregão somava R$ 10,5 bilhões.
Antes do anuncio, a China já havia se recusado a ceder ao que chamou de “chantagem” depois que Trump ameaçou aumentar as tarifas sobre as importações norte-americanas da segunda maior economia do mundo para mais de 100%, em resposta à decisão da China de igualar as tarifas “recíprocas” anunciadas por Trump na semana passada.
O que fez os Estados Unidos classificarem a retaliação contra suas tarifas como um “grande erro”.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, criticou Pequim em uma entrevista à CNBC. Ele enfatizou que qualquer negociação dos EUA com outros países sobre tarifas foi resultado do fato de eles terem batido à porta de Washington, e não devido à turbulência do mercado global.
“Acho que foi um grande erro essa escalada chinesa”, disse ele. “Tudo está na mesa”, disse Bessent quando questionado se a União Europeia precisa reduzir as barreiras não tarifárias, incluindo impostos sobre valor agregado.
O Ministério do Comércio da China por sua vez revidou, dizendo que a ameaça do lado norte-americano de aumentar as tarifas contra a China é erro em cima de erro, “expondo mais uma vez a natureza chantagista do lado norte-americano”, disse o Ministério.
Fonte: ISTOÉ, 08/04/2025



