
Déficit de profissionais, incluindo médicos, falta de equipamentos e materiais, além de salários em atraso. Essas foram algumas mazelas encontradas em unidades de Saúde do município de Jacobina, centro-norte da Bahia, após fiscalização realizada durante esta semana, pelo Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb).
No Hospital Antônio Teixeira Sobrinho, de competência do município, a equipe constatou subutilização da unidade, pela falta de profissionais, inclusive médicos, além da falta de equipamentos e materiais.
Dos 100 leitos existentes no município apenas 48 funcionam, já que com as chuvas do ano passado, 52 foram interditados e estão sem condições de uso, porém somente 7 estavam sendo utilizados, o que representa apenas 15% dos leitos ocupados, com quatro pacientes que aguardavam médico anestesiologista, sendo três gestantes esperando cesariana e um paciente esperando cirurgia para apendicite.
No Hospital Regional Vicentina Goulart, que esta semana teve aprovado o projeto de concessão pela Câmara Municipal local, foi constatada a subutilização do espaço físico, além de alguns setores paralisados por obras. Na unidade, os fiscais receberam a informação de não haver atraso de salário, o que foi contestado por parte de profissionais que atuam na unidade. Outra queixa ao Cremeb, foi sobre a escala de médicos para plantão que de forma recorrente aparece convocado para atuar em duas unidades diferentes no mesmo dia e horário.
Uma enfermeira que estava no plantão na UTI da unidade não soube informar aos fiscais o nome do médico que estaria na escala. Questionada sobre como proceder caso houvesse alguma intercorrência, a exemplo de uma parada cardiorrespiratória, que necessita da intervenção de um médico, a enfermeira não soube informar.
O que mais chamou a atenção dos fiscais, já em outra visita, foi o déficit de profissionais médicos para compor as escalas na UPA do município.
“Não vamos sossegar enquanto os responsáveis não forem punidos e a assistência à saúde pública de Jacobina funcione de forma efetiva. O que os médicos e a população estão passando é desumano. Vamos tomar todas as medidas para garantir o funcionamento dos serviços de saúde de qualidade e condições dignas do trabalho médico do município, finalizou Marambaia.
A reportagem procurou a Secretaria de Saúde, bem como a Prefeitura do município e não obtivemos resposta.
Atarde, 23/03/2023



