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Gusttavo Lima e Deolane Bezerra: saiba próximos passos da investigação

Operação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo casas de aposta, influenciadores digitais, como Deolane, e o cantor sertanejo – (crédito: Instagram Deolane/Gusttavo)

A investigação que apura o suposto envolvimento da influenciadora Deolane Bezerra e do cantor sertanejo Gusttavo Lima em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a jogos ilegais entrou em uma nova fase. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) solicitou, na última sexta-feira (20/9), à Polícia Civil que realize novas diligências para aprofundar o inquérito e embasar as acusações contra os suspeitos.

A operação, batizada de “Integration”, teve repercussão desde o início, quando mandados de prisão preventiva foram expedidos para os investigados. No entanto, as prisões de Deolane e Gusttavo Lima foram recentemente revogadas após a Justiça entender que outras medidas cautelares seriam mais adequadas ao caso, enquanto a investigação segue em curso.

De acordo com a nota do MPPE, o inquérito ainda não apresenta todos os elementos necessários para que uma denúncia formal seja encaminhada à Justiça. Por isso, o Ministério Público solicitou ao delegado responsável pela investigação que realize diligências complementares, cujos detalhes ainda serão especificados e submetidos à juíza do caso, Andréa Calado Cruz, da 12ª Vara Criminal de Recife. A partir daí, caberá à Polícia Civil do estado dar seguimento às investigações e cumprir as ordens judiciais.

“Assim como outros citados no inquérito, Deolane e Gusttavo Lima são, por ora, apenas suspeitos. Qualquer acusação ou denúncia formal só será feita após a conclusão da investigação e a apresentação de uma denúncia pelo Ministério Público”, esclareceu o órgão em nota.

O MP também destacou que, embora novas diligências tenham sido requeridas, algumas medidas cautelares impostas anteriormente, como a busca e apreensão de bens, permanecem em vigor. Além disso, o MP argumentou que as prisões preventivas deveriam ser substituídas por outras medidas, visto que o tempo necessário para concluir as investigações poderia resultar em “constrangimento ilegal” para os suspeitos.

Deolane Bezerra, que estava detida na Colônia Penal Feminina de Buíque, no Agreste de Pernambuco, também foi liberada ontem após um habeas corpus concedido pelo mesmo desembargador. Ao deixar o Fórum Rodolfo Aureliano nesta quarta-feira, a advogada fez declarações breves à imprensa, reafirmando sua inocência.

A condução da operação e a decretação das prisões geraram debates no meio jurídico. A prisão preventiva é uma medida aplicada em casos em que há risco concreto de fuga, de destruição de provas ou de reiteração criminosa.

A investigação continua, e os próximos meses serão decisivos para determinar se haverá ou não uma acusação formal contra Deolane Bezerra, Gusttavo Lima e outros envolvidos no esquema. A operação, que apura crimes de lavagem de dinheiro e jogos ilegais, segue sob sigilo, o que dificulta a divulgação de detalhes sobre os passos da investigação.

 

 

 

 

 

 

Correio Braziliense, 25/09/2024

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