
O desempenho da esquerda nas eleições municipais deste ano fez com que o governo Lula e do PT em olhar com preocupação para o pleito para o Senado em 2026, quando ocorrerá uma renovação de dois terços da Casa. Há um temor de que ocorra um domínio dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que deve deixar a base de apoio do presidente Lula, caso ele seja reeleito, acuada. A informação é do jornal O Globo.
De acordo com a publicação, parlamentares e caciques do PT defendem uma aproximação com nomes de centro ou até ligados à direita, desde que não tenha afinidade com Bolsonaro.
As eleições deste ano mostraram um cenário favorável para partido de direita, o que faz com que integrantes do PT a reconhecer o momento desfavorável e para a dificuldade na renovação de quadros. Com isso, o partido passa a avaliar o apoio de candidatos de outros partidos, mesmo que da direita. Internamente, a estratégia vem sendo chamam de “redução de danos”.
Entre os nomes que o PT deve apoiar nas eleições de 2026 devem ser Eduardo Leite (PSDB) no Rio Grande do Sul, Alexandre Silveira (PSD) em Minas Gerais, e Eduardo Braga (MDB) no Amazonas.
Em São Paulo, dirigentes do PT têm dito que o partido não tem nome disponível para concorrer a uma vaga no Senado. Com isso, a sigla de Lula deve apostar em um quadro de outra legenda com perfil parecido com o de Geraldo Alckmin, que vem sendo apontado com uma alternativa caso seja preterido da chapa de Lula para a releição. O único petista considerado viável é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mas ele só entraria na disputa se houvesse um apelo de Lula.



