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Escândalo na merenda escolar em Ilhéus supera verba federal em 130%

Alvo da operação Merenda Digna, deflagrada nesta quinta-feira, 21, pela Polícia Federal, a Prefeitura de Ilhéus, hoje sob a gestão de Valderico Júnior (União Brasil), pode ter superfaturado em até 132% os recursos federais recebidos em 2026 para a alimentação escolar.

Segundo a investigação, a suspeita é de que o esquema de sobrepreço na contratação das empresas tenha ficado na casa de R$ 1,7 milhão. O valor é mais que o dobro que os R$ 731,5 mil recebidos pelo município no primeiro semestre de 2026.

Os recursos são oriundos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do Ministério da Educação, e estão disponíveis no portal Comunica-BR, plataforma do governo federal que traz dados e informações sobre as cidades.

Ao todo, Ilhéus recebeu R$ 5,2 milhões do PNAE entre 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro (PL), e 2026, último ano do primeiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com a expectativa de atender cerca de 20,6 mil estudantes.

Impactos da fraude

Imagem ilustrativa da imagem Escândalo na merenda escolar em Ilhéus supera verba federal em 130%
Foto: Reprodução

A nível de comparação, a quantia superfaturada pela gestão compromete cerca de 68% os R$ 2,5 milhões repassados pela Prefeitura de Ilhéus em 2023, sendo quase cinco vezes maior que o orçamento de 2022, que era R$ 364,2 mil.

Governo federal confirma ações

O governo federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, se manifestou em nota, nesta quinta, 21, reforçando os papéis da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Polícia Federal na operação que teve a Prefeitura de Ilhéus como um dos principais alvos.

“Diversos itens de merenda escolar foram contratados pelo município por valores superiores aos praticados no varejo, embora, em razão da aquisição em grande escala, os preços contratados deveriam ser inferiores aos usualmente comercializados”, diz trecho da nota.

  • Contratação direta ilegal;
  • Frustração do caráter competitivo do processo licitatório;
  • Associação criminosa;
  • Corrupção ativa e passiva.

Gastos com festas

A gestão Valderico Júnior também chamado atenção pelos altos valores empenhados para a realização de festas. Segundo dados obtidos em portais ligados ao governo federal, a cidade já gastou R$ 6,2 milhões com contratação de artistas apenas entre janeiro e abril deste ano.

A cidade lidera o ranking entre as cidades baianas. Os valores foram utilizados para a contratação de 31 shows, ainda de acordo aos dados compilados acessados pelo portal A TARDE.

Prefeito se defende

Em vídeo nas redes sociais, após a operação ser deflagrada, o prefeito Valderico Júnior (União Brasil) se manifestou. O gestor afirmou estar “cumprindo” o papel enquanto gestor, e disse acompanhar com tranquilidade a ação.

 
 
 
 
 
 
Fonte: por
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