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Auditor da Sefaz-BA é preso em operação que investiga fraude de R$ 400 milhões no setor de combustíveis

Um auditor fiscal do Estado da Bahia e outras duas pessoas foram presos preventivamente na manhã desta quinta-feira (21), durante a “Operação Khalas”, que investiga um esquema de corrupção e sonegação fiscal no setor de combustíveis com prejuízo estimado em cerca de R$ 400 milhões aos cofres públicos.

Entre os detidos está Olavo José Gouveia Oliva, servidor concursado que atua como Coordenador de Petróleo e Combustíveis (COPEC) da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (SEFAZ-BA).

Esquema envolvia corrupção e produção clandestina
De acordo com a Força-Tarefa de Combate à Sonegação Fiscal da Bahia, as investigações identificaram a atuação de uma macroestrutura criminosa voltada à prática de crimes tributários e corrupção.

O grupo operava por meio do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos estaduais e municipais, garantindo facilidades e proteção para atividades ilegais.

O esquema incluía a ocultação da importação de insumos químicos utilizados na produção clandestina de combustíveis, como nafta e solventes, que eram desviados para unidades irregulares de mistura, conhecidas no setor como “batedeiras”.

Ao todo, a operação cumpriu três mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias.

Além disso, dois servidores públicos municipais de Candeias foram afastados cautelarmente de suas funções.

Operação é desdobramento da Primus
A “Operação Khalas” é coordenada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), em atuação integrada com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) e a Polícia Civil da Bahia, através do Núcleo Especializado de Combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Neccot/Draco).

Força-tarefa reúne órgãos estaduais

A investigação é conduzida pela força-tarefa formada pelo Gaesf (MPBA), pela Inspetoria Fazendária de Inteligência e Pesquisa (Infip/Sefaz) e pelo Neccot/Draco da Polícia Civil da Bahia.

 

 

 

 

 

 

Fonte: por Redação Bnews,

Publicado em 21/05/2026, às 09h45 – Atualizado às 09h50

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