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PGR quer Pix de R$ 60 bilhões de Vorcaro para negociar delação

A condição inegociável da Procuradoria-Geral da República para fechar a delação de Daniel Vorcaro é que ele aceite pagar à vista o valor do acordo em troca de uma redução de pena.

O “Pix”, que pode chegar a R$ 60 bilhões — o maior valor já negociado em um acordo desse tipo —, é visto como uma garantia para evitar futuras renegociações da multa, como ocorreu em casos recentes.

A holding J&F é um dos exemplos que a PGR pretende evitar. O grupo dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista firmou um acordo de leniência em 2017 que previa a devolução de R$ 10,3 bilhões.

A empresa, no entanto, tenta reduzir o montante para R$ 1 bilhão em uma disputa que se arrasta na Justiça, ao mesmo tempo em que busca manter benefícios obtidos no acordo, como a imunidade em ações civis e criminais. Até agora, foram pagos cerca de R$ 3,5 bilhões.

Vorcaro está preso desde maio deste ano, no âmbito da investigação que apura suspeitas de crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Desde então, sua defesa tenta negociar um acordo de delação premiada para reduzir eventual condenação.

Vorcaro trocou de advogado pela segunda vez desde a prisão. José Luis Oliveira Lima deixou o caso nesta sexta-feira após fracassar na tentativa de fechar a delação premiada do banqueiro e se indispor com o relator do caso no Supremo, ministro André Mendonça. Antes dele, o criminalista Pierpaolo Bottini também deixou o caso. Bottini não aceitou atuar no processo de delação por ter clientes que poderiam ser citados nela.

 

 

 

 

 

 

 atualizado 

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