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Carla Zambelli deixa presídio na Itália após extradição ser anulada

A ex-deputada federal Carla Zambelli já está em liberdade. Ela deixou o presídio feminino de Rebibbia, na Itália, nesta sexta-feira (22/5), após a Corte de Cassação de Roma – última instância da Justiça italiana – anular decisão da Corte de Apelação que autorizava a extradição.

Logo em seguida, ela foi solta. Zambelli postou vídeo ao lado do advogado Pieremilio Sammarco, que a defende na Itália. “Consagro a minha liberdade como uma vitória de Deus”, disse a ex-parlamentar. Veja vídeo de Zambelli fora da prisão:

Anulação

A Corte analisou recursos em dois processos da Corte de Apelação de Roma (2ª instância) que foram favoráveis à extradição de Zambelli: um pela condenação de Zambelli pela invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o outro por porte ilegal de arma de fogo.

Nordio tem prazo de 45 dias para decidir sobre a extradição da ex-deputada. Depois disso, o italiano deve comunicar ao governo brasileiro os procedimentos a serem adotados.

Antes mesmo da decisão da última instância, com o julgamento nesta sexta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes já havia pedido que o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério das Relações Exteriores adotassem as providências necessárias para efetivar a extradição.

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Condenações no Brasil e prisão na Itália

Zambelli foi condenada em dois processos distintos no Brasil, ambos com trânsito em julgado (quando não há mais possibilidade de recursos): a 10 anos e 8 meses de prisão, pela invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); e a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no caso em que perseguiu um homem na rua apontando-lhe uma arma, nas vésperas das eleições de 2022.

Em 29 de julho de 2025, Zambelli foi presa em um apartamento na Itália, em Roma. A ex-parlamentar estava na lista vermelha da Interpol e foi detida por “grave risco de fuga”, segundo decisão da Justiça que autorizou a prisão.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Metrópoles, 22/05/2026

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