
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23/07), a Operação Miragem para investigar um suposto esquema fraudulento envolvendo a gestão do banco Digimais, instituição financeira ligada ao grupo do bispo Edir Macedo.
A decisão judicial também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 670.348.945,70.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações tiveram acesso a relatórios produzidos pelo Banco Central do Brasil, que apontaram graves irregularidades na condução dos negócios pelos administradores da instituição financeira.
As apurações indicam que o esquema teria envolvido a manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis. O objetivo, segundo a investigação, seria ocultar a real situação econômico-financeira do banco e aparentar solvência perante os órgãos de controle.
A prática também teria permitido a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas no valor de centenas de milhões de reais.
A PF também investiga operações financeiras supostamente ilegais realizadas em benefício da empresa controladora do banco. Outra linha de apuração envolve a possível falsificação e manipulação de informações inseridas em sistemas oficiais de registro do órgão regulador.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas. Os crimes estão previstos na Lei nº 7.492/1986, que trata dos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
A Operação Miragem reforça o avanço das investigações sobre irregularidades em instituições financeiras e mira práticas que, segundo a Polícia Federal, podem ter causado impacto milionário ao mercado e aos órgãos de controle.



