
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) foi acusado pelo comerciante Luiz Antônio Lopes de forjar denúncia de estupro contra Alfredo Gaspar (PL-AL), agora candidato à vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).
Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) levantaram a suspeita durante a CPMI do INSS, em 28 de março. Gaspar era relator da comissão e alega ser vítima de acusação caluniosa.
Segundo o depoimento, ao qual a CNN Brasil teve acesso, Luiz Antônio disse que tinha observado a presença de uma jovem perto do local onde trabalhava que estaria acompanhada por uma jornalista e um assessor do parlamentar chamado Lucas — a reportagem verificou que não há, atualmente, ninguém no gabinete de Lindbergh com este nome.
Luiz Antônio também disse que essa jovem “havia sido preparada para conceder entrevista sob identidade falsa” para acusar um político de estupro de vulnerável e de ser pai de seu filho.
Ainda conforme o depoimento, essa jovem receberia dinheiro de Lucas, em valores que seriam entre R$ 2.000 e R$ 4.000, para sustentar essa história. O depoente também disse que a jovem cobrou o deputado Lindbergh em uma reunião virtual.
Em nota, o deputado reclama da atuação do acusador e refuta as alegações. “Lindbergh nega veementemente todas as declarações da suposta testemunha Luiz Antônio Lopes, que considera inverídicas. Afirma que ele é desafeto político e já teria criado outros factoides, como a falsa tentativa de vinculá-lo a Adélio Bispo”, ressalta trecho da nota.
Em outra parte, a equipe jurídica de Lindbergh alega que “o caráter inquisitivo e a produção deliberada e unilateral de acervo incriminatório contra parlamentar federal, por órgão sem atribuição, à revelia de qualquer controle, configura aberração jurídica que viola o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa”.
Entenda o caso
A informação de que havia uma suspeita de estupro contra o deputado foi levantada durante a CPMI do INSS. Uma criança, que seria filha do parlamentar, foi mencionada na acusação.
A equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro afirma que o material genético do parlamentar foi coletado em uma ação cautelar de produção antecipada de provas na Justiça de Alagoas. Assim, o exame realizado em 24 de abril deste ano está à disposição para compartilhamento com a PGR.



