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BOICOTE! Clubes da Série A articulam reação contra fim das bets e discutem paralisação do Brasileirão

A decisão do governo federal de proibir as apostas de quota fixa no Brasil na última sexta-feira (25) provocou uma reação entre dirigentes de clubes e abriu uma nova frente de tensão com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além do boicote a uma reunião com integrantes do Executivo, clubes passaram a discutir medidas mais duras, que incluem a possibilidade de paralisação do Campeonato Brasileiro, segundo informações do colunista Marcel Rizzo, do Estadão.

Entre as principais reivindicações está a criação de um período de transição para o encerramento dos contratos de patrocínio com as empresas de apostas. Os dirigentes defendem que os acordos não sejam interrompidos de forma imediata e trabalham com um prazo que pode variar de seis meses a um ano para reorganizar as receitas dos clubes.

Os clubes também cobram do governo medidas de apoio financeiro. Uma das alternativas em discussão é uma linha de crédito com juros reduzidos para ajudar as equipes a reorganizar dívidas e enfrentar o impacto provocado pela perda dos contratos com as bets. A negociação de uma linha de crédito já vinha sendo discutida antes da publicação da medida provisória.

Enquanto os clubes discutiam uma reação conjunta, o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade pediu a suspensão da medida provisória que proibiu as bets ou, alternativamente, a criação de um período de transição de pelo menos seis meses. O pedido foi apresentado ao ministro Luiz Fux, relator das ações que questionam a medida.

O movimento também aproxima a CBF da disputa judicial. O Sinafut possui dirigentes ligados à confederação em sua estrutura e questiona no STF os efeitos da medida sobre contratos de clubes, federações e propriedades comerciais do futebol. Entre os contratos afetados está o naming rights do Campeonato Brasileiro.

O impacto financeiro dos patrocínios é um dos principais argumentos utilizados pelos dirigentes. Segundo levantamento citado pela Folha, os contratos com empresas de apostas movimentaram R$1,03 bilhão em patrocínios aos clubes das Séries A e B em 2025, alta de 66% em relação ao ano anterior.

Fonte: por Cauan Borges/Bnews,

Publicado em 29/09/2026, às 17h51 – Atualizado às 17h53

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